“Os Portos do Paraná estão cada vez mais qualificados para receber e carregar esse tipo de carga, carga geral e veículos. São produtos com valor agregado que vêm a Paranaguá porque aqui temos know-how e infraestrutura que garantem total segurança aos usuários”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.
O navio atracou na última segunda-feira (27), no berço 215. A operação foi realizada pela Marcon, principal empresa operadora de veículos e carga geral no Porto de Paranaguá. A embarcação atracou por volta das 6h, carregou em cerca de seis e zarpou no mesmo dia, às 19h. Os ônibus foram adquiridos pelo Ministério dos Transportes de Angola.
Eficiência
Uma das vantagens do Porto de Paranaguá, segundo ele, são as áreas que a empresa pública oferece aos usuários, dentro do porto organizado, com total condição para formar o lote, em espaços amplos e recintos alfandegados. “Foi o caso desse lote. Todos esses ônibus ficaram depositados dentro das nossas áreas, facilitando, assim, a operação, quando o navio atraca. Esse conjunto nos dá vantagem frente aos outros portos para que esse tipo de carga embarque por aqui”, diz.
Operação
Os armadores do navio são europeus e os serviços dessa operação foram coordenados pela empresa Wasa Projects Logistics, de São Paulo, em parceria com a Marcon Serviços de Despachos em Geral, de Paranaguá.
“A Wasa é empresa especializada em projetos marítimos e logística internacional para cargas pesadas, superpesadas, rolantes e afretamentos em geral de navios. A empresa já opera com vários projetos em vários portos brasileiros. Agora, estão visando também o Porto de Paranaguá devido às facilidades operacionais, organização e custos praticados no porto paranaense”, afirma Jorge Lemos, gerente operacional das Marcon.
Segundo o gerente, eles teriam escolhido trazer a carga ao Porto de Paranaguá pela proximidade da fábrica e pelas facilidades.
Exportador
Os ônibus que estão sendo exportados pela Marcopolo, sob coordenação da Asperbras, foram fabricados na unidade da empresa em Caxias, no Rio Grande do Sul. Segundo Ricardo Portolan, gerente executivo de Negócios Internacionais da Marcopolo, essa é a primeira exportação de ônibus da empresa, com um kit de proteção, denominado BioSafe.
“É um sistema de divisórias que funciona como uma barreira de proteção para motoristas e cobradores. Como uma barreira física para o condutor e cobrador que reduz a possibilidade de contágio da doença porque impede a transmissão e o contato com as gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro. Os painéis envolvem a área de trabalho desses profissionais, expostos diariamente à grande circulação de pessoas, garantindo proteção também para os passageiros”, explica Portolan.
Nos últimos três anos, a parceria Marcopolo/Asperbras levou mais de 600 unidades para o mercado angolano
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