Governo passará a pesar caminhões pelo PBT e não por eixo

por Blog do Caminhoneiro

O Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em live junto com o Presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou que o governo está finalizando uma revisão da atual norma de pesagem de caminhões. Uma das mudanças previstas é a substituição da pesagem por eixo para a pesagem do veículo completo. A nova norma também deverá aumentar a tolerância de peso das cargas.

Segundo o ministro, o objetivo das mudanças é reduzir os custos para o transporte rodoviário de cargas.

“Estamos revisando a norma de pesagem, pra ela onerar menos o caminhoneiro, pra gente ter menos multa em função disso e ser mais fácil. Então, acabando com o peso por eixo em veículos até 50 toneladas, aumentando a tolerância nos veículos que vão carregar mais. Em breve, essa norma vai estar publicada”, afirmou Tarcísio.

Na live também foi comentada a decisão do governo de zerar as tarifas para importação de pneus de caminhões, publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira.

“A partir do momento que a gente subtrai essa taxa, a gente tem mais pneus importados, que vão competir e a tendência é forçar uma redução de preço. A gente quer diminuir o custo do transporte”, complementou.

O ministro também disse que o governo deve lançar em breve o DT-e, documento de transporte eletrônico para as operações de transporte. Pretende-se condensar em um único documento, cerca de 20 outros exigidos nos fretes.

Tabela de fretes

O ministro também criticou a tabela de fretes, medida implantada em 2018 após a greve de maio daquele ano. Para Freitas, a medida acabou se tornando prejudicial, ao invés de melhorar a situação dos motoristas.

“A partir do momento que a gente subtrai essa taxa, a gente tem mais pneus importados, que vão competir e a tendência é forçar uma redução de preço. A gente quer diminuir o custo do transporte”, disse.

Pedágios

O ministro também confirmou que o governo trabalha em um novo modelo de concessão de rodovias, que entreguem mais obras para os usuários com um valor de pedágio menor.

“Tabela de frete é uma coisa que, no final das contas, gerou uma insegurança jurídica no setor de transporte. As empresas, com medo da responsabilização, com medo de multas, acabaram adquirindo frotas e contratando frotistas. Então, a tabela afastou trabalho dos caminhoneiros. A percepção de uma grande parcela desses caminhoneiros hoje é que a tabela foi prejudicial”, pontuou.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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2 comentários

Francisco 23/01/2021 - 07:51

Zera imposto dos pneus com o dolar alto , no mínimo tem uma dificuldade brutal desse governo de tratar do assunto com camioneiros. Olha só os camioneiros tem conhecimento que o repasse nao chega com esse dolar alto, o custo do containers que pagavam era na casa de 800 a 1000 reais com o dolar alto o custo fisico do containers chega a 11.000.00 , nao vai ter repasse nenhum ,por favor esse governo nao tem gestão para nos camioneiros. A maioria das frotas de caminhao, passou a crescer a partir de 2003, onde o Bnds deu aos bancos e montadoras, rios de dinheiro, ….o autônomo que tinha seu caminhão como sustento de vida na maiorias por família numerosa nao conseguiu ter acesso a esse benefício…. Então quando se fala em greve, só vai acontecer como ocorreu em 2018, onde esses proprietários de frota pararam também, inclusive com grande apoio desse governo .

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Gato Preto 22/01/2021 - 20:44

Zerar impostos para pneus importados e somente para empresas é a prova que esse governo não fala a mesma linguagem do caminhoneiro!
Pura enganação, pois pneus é somente um item que impacta no custo do transporte e não é o maior custo!
O que verdadeiramente está levando todo o nosso lucro é o combustível e, esse combustível é que o governo aumenta descaradamente para beneficiar as empresas multinacionais que estão infestando a nossa terra!
Só para um exemplo, se o governo deixar a Petrobras operar com sua capacidade total as refinarias, o custo do nosso combustível ia cair demasiadamente, mas o governo está abaixando a capacidade operacional para até 60 a 70% no sentido de manter o estoque compatível para que as empresas estrangeiras tragam para o Brasil combustível processado lá fora, onde geram empregos e desemprega nosso povo e, diga-se de passagem que é muito ruim, vejamos exemplos no NE, onde abasteci por vários dias e os filtros de combustível saturaram em menos de 10.000km.
Agora ainda vem com essa de zerar imposto para pneus importados!, porquê não zera impostos dos pneus nacionais?
Se fizessem isso ai verdadeiramente estariam contribuindo para uma melhor ajuda aos caminhoneiros do Brasil e aumentado a capacidade geradora de emprego para nossos trabalhadores, o resto é conversa vazia.
Hoje um colega vaio com o mesmo papo que o governo divulga, ou seja; se o pneu importado abaixar o preço, as nacionais terão de abaixar também! Ora bolas, quem disse que os empresários da área não formarão um complô para ganhar ainda mais?
Acorda caminhoneiro!!!!

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