A utilização de pneus de diferentes marcas, modelos, desenhos de banda de rodagem, diâmetro, profundidade de sulco, ciclo de vida e calibragem em rodados duplos prejudica o rendimento quilométrico de caminhões e ônibus e compromete o reaproveitamento do produto em futuras reformas. O alerta é de Rafael Astolfi, gerente de Assistência Técnica da Continental, fabricante de pneus de tecnologia alemã.
A Continental destaca a importância de se manter, nos eixos, a montagem de pneus em pares perfeitos, de mesmo diâmetro, o que evita uma distribuição desigual da carga sobre os pneus e que estes rodem em velocidades diferentes e, consequentemente, seu desgaste prematuro ou irregular.
Para se ter uma ideia, uma diferença de apenas 3 mm em diâmetro entre um pneu e outro – o que aparentemente parece ser quase nada – é extremamente prejudicial ao desempenho quilométrico. O mesmo ocorre se o emparelhamento envolver modelos com banda de rodagem diferentes.
Outro fator muito prejudicial ao emparelhamento duplo é a falha de calibragem, principalmente do pneu interno.
O desaparelhamento, além de favorecer um maior consumo de combustível, torna mais difícil para o veículo realizar curvas, além impactar em até 30% a vida útil do pneu na frota ao colaborar para o desgaste irregular do pneu e para o estresse da carcaça, o que pode inviabilizar a sua reutilização em nova vida (recapabilidade).
Confira 5 dicas da Continental para manter a pressão correta dos pneus em rodados duplos:
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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