Um dos grandes fatores que atrasou a produção foram as baterias. Com autonomia estimada de até 800 quilômetros, o Tesla Semi precisa de muitas baterias para poder transportar cargas pesadas e rodar tanto. Por isso, a empresa se concentrou, junto com a LG, no desenvolvimento de novas baterias estruturais, batizadas de 4680.
Essas baterias devem oferecer cinco vezes mais poder de armazenamento de energia, com seis vezes mais força, e podem durar mais, mesmo com uso extremo, com recargas constantes, como é o caso dos caminhões elétricos.
Ontem, a Tesla publicou um vídeo no Twitter, que mostra um dos últimos protótipos do Tesla Semi, rodando por uma pista de testes em Fremont, na Califórinia, onde o caminhão deverá ser produzido.
O vídeo, de apenas 17 segundos, mostra o caminhão passando rápido, mas sem carga, e de forma totalmente silenciosa.
Caso a montadora inicie a produção do Semi até agosto, como é previsto, deverão ser apresentados novos detalhes dos caminhões, que deverão trazer ainda mais tecnologia do que foi anunciado em 2017.
De acordo com a montadora, o caminhão terá autonomia de 500 a 800 km com uma carga completa das baterias, e é equipado com quatro motores independentes, instalados diretamente nos eixos traseiros.
O caminhão pode acelerar de 0-100 km/h, carregado com peso total, cerca de 36 toneladas, em apenas 20 segundos, e pode acelerar em subidas com até 5% de inclinação até os 110 km/h.
Os preços médios anunciados ficarão entre US$ 150 mil e US$ 180 mil, e uma “Founders Series” deverá ser apresentada para o lançamento, marcando o início da produção, com valor de cerca de US$ 200 mil.
A montadora destaca que o caminhão poderá economizar até US$ 200 mil por ano com combustível, na comparação com um modelo similar a diesel.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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