Valor do frete apresenta alta em 17 estados

por Blog do Caminhoneiro

Um estudo realizado pela FreteBras, mostra que o valor médio do frete apresentou alta em 17 estados, dos 25 que foram analisados para o estudo, nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados fazem parte do “Relatório Trimestral FreteBras – O Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”, produzido com base na análise de 1,6 milhão de fretes durante o primeiro trimestre deste ano, que pode ser acessado a íntegra neste link http://bit.ly/relatorio-trimestral-fretebras.

De acordo com o estudo, o valor médio do frete foi de R$ 0,99 por quilômetro, cerca de 1,9% mais alto que nos três primeiros meses de 2020.

A região Norte apresentou o frete mais caro do período, alcançando R$ 1,09 no preço médio por km por eixo. As regiões Sudeste e Sul tiveram os preços mais baratos, R$ 0,98 e R$ 0,99, respectivamente. O Nordeste teve o maior aumento (+4,57%), enquanto as demais regiões oscilaram pouco. Os fretes no Norte aumentaram 2,43%. No Sudeste e no Centro-oeste a variação ficou um pouco abaixo de 2% em ambos os casos e, na região Sul, foi de apenas 1%, o que pode ser considerado como estável.

O estudo também destaca que o valor do diesel nas bombas subiu 15% em todas as regiões no mesmo período.

“O aumento no combustível é extremamente preocupante porque representa de 40% a 50% dos custos dos caminhoneiros, mas não está sendo refletido na mesma proporção no valor do frete”, comenta Bruno Hacad, Diretor de Operações da FreteBras.

Volume de fretes

O volume de fretes rodoviários no Brasil deu um salto de 53% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento foi fortemente impulsionado pelos setores de construção e agronegócio, que aumentaram em 60% seus volumes de cargas transportadas, em cada indústria.

De acordo com o estudo, a região Nordeste apresentou o maior crescimento no volume de fretes (+95%) no período. De seus nove estados, cinco viram o volume de cargas mais que dobrar: Piauí (+127%), Sergipe (+126%), Pernambuco (+107%), Alagoas (+102%) e Bahia (+101%). Em segundo lugar ficou a região Norte (+76%), seguida pelo Centro-oeste (+64%), Sul (+47%) e Sudeste (+44%).

Observando os mercados estaduais, o relatório revela que Tocantins quase triplicou (+186%) seu volume de fretes no comparativo entre o primeiro trimestre de 2021 com 2020. No sul, Santa Catarina viu seu volume de cargas crescer 74% e no Centro-Oeste, o Mato Grosso teve alta de 72%. Já no Sudeste, o Rio de Janeiro teve maior destaque, com 51% mais fretes.

Na análise do volume absoluto de fretes, as regiões Sul e Sudeste foram as mais representativas, com 30% e 40% do total de cargas transportadas, respectivamente. São Paulo foi o estado que mais somou novos fretes em comparação com o primeiro trimestre de 2020, seguido por Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina.

“Tivemos muitos desafios no primeiro trimestre. O encalhe do cargueiro no canal de Suez impactando importações e exportações, o recorde de contaminações pela Covid-19, chuvas inesperadas atrasando a colheita de grãos e aumentos frequentes no preço do combustível impactaram fortemente o transporte de cargas. Ainda assim, o Brasil demonstrou extrema resiliência e apetite para crescer. Esperamos que este estudo ajude o mercado a entender seu verdadeiro potencial, quais são suas principais tendências e, assim, tomar as melhores decisões em direção à retomada”, afirma Hacad.

Construção e Agronegócio impulsionando fretes

Mesmo com a alta acima do esperado na taxa básica de juros, a SELIC segue abaixo dos 3%, o que impulsionou créditos recorde para a construção em fevereiro. Por isso, este setor foi um dos maiores destaques no período. O volume de fretes do segmento aumentou 60% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Segundo o estudo, os principais produtos transportados foram o cimento, que teve crescimento de 55%, as telhas, com aumento de 71%, e os pisos, com variação positiva de 62%.

Ao mesmo tempo, a expansão recorde do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio refletiu também nos transportes. Segundo o estudo, o agro cresceu 60% em volume de cargas transportadas no período. Entretanto, isso não significa que o trimestre foi fácil, já que o ano começou com falta de estoque e atraso nas colheitas.

“Para a soja, principal produto de exportação brasileiro, janeiro foi o pior mês desde 2014. Fevereiro apresentou um recuo de 40% nas exportações do grão frente a 2020. Nos primeiros dois meses, o Brasil embarcou 53% menos grãos que no mesmo período do ano passado. O diferencial ficou em março, que teve uma recuperação histórica. Estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás se adiantaram na colheita e o Brasil conseguiu exportar 24% mais soja do que no mesmo mês do ano passado, resultando na segunda maior safra da história da soja brasileira”, comenta Hacad.

As análises da empresa mostram que os produtos mais transportados foram fertilizantes, que viram seus fretes mais que dobrarem no primeiro trimestre de 2021 (+102%), em uma clara antecipação da expectativa de safra recorde este ano. Em seguida vem a soja, com aumento de 55%, e o milho, com uma variação mais tímida, porém representativa (+42%).

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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1 comentário

Edi 03/05/2021 - 06:25

Vcs se baseam no Fretebras ??
Um app ridículo , com fretes mais ridículo ainda ?

Procurem fontes mais confiáveis, não isso aí que quer repassar sub-frete.

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