Drogômetros serão testados em dez estados ainda este ano

por Blog do Caminhoneiro

Um equipamento que pode detectar substâncias como anfetamina, cocaína, MDMA, THC, além de outras drogas, começará a ser testado nas rodovias federais de dez estados neste semestre. Os drogômetros irão ser usados em conjunto com os bafômetros, para uma fiscalização de tráfego mais eficiente, reduzindo acidentes e mortes no trânsito.

Nos últimos dois anos, o número de motoristas flagrados dirigindo sob o efeito de substâncias psicoativas praticamente dobrou nas rodovias federais brasileiras. Segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), somente nos quatro primeiros meses de 2021 foram aplicadas 390 multas por dirigir sob o efeito de drogas psicoativas.

“Enquanto o número de infrações por dirigir sob o efeito de álcool cai, cresce a incidência de motoristas flagrados dirigindo após consumir drogas. A maior dificuldade na identificação de sinais de uso de substâncias ilícitas pelos motoristas torna urgente a regulamentação e uso desse aparelho no país assim como já acontece há mais de dez anos em outros lugares do mundo”, afirma o diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra.

Durante os próximos meses, mais de 9 mil testes serão realizados na rodovias federais, com apoio do Ministério da Justiça, Polícia Rodoviária Federal e Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

“As coletas ocorrerão exclusivamente em rodovias federais, em dez estados selecionados”, informa o ministério por meio de nota.

Durante os testes, caso o motorista seja flagrado pelos equipamentos, não serão multados, já que na fase de pesquisa, os equipamentos ainda não estão certificados.

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) esclarece que a pesquisa tem como objetivo ‘obter detalhamentos suficientes sobre a operabilidade e confiabilidade dos equipamentos, a fim de que seja possível propor as especificações técnicas mínimas necessárias à regulamentação de seu uso’.

A pesquisa avaliará a confiabilidade dos resultados dos testes, que serão confirmados em laboratório, e a percepção do policial na utilização dos equipamentos e eventuais dificuldades no uso cotidiano.

Constatadas sua segurança e eficácia, eles serão usados nas fiscalizações de trânsito em, ao menos, cinco estados participantes do programa Em Frente, Brasil.

Recusa

Além do aumento do número de infrações por dirigir sob o efeito de drogas psicoativas, levantamento de dados feito pela PRF a pedido da Ammetra revelou que as infrações por recusa de fazer o teste do bafômetro também cresceram. Em 2020 foram aplicadas 26.867 multas, contra as 21.583 emitidas em 2018. De janeiro a abril deste ano, 5.930 autuações foram feitas nas rodovias federais brasileiras.

Com o endurecimento da Lei Seca, a recusa de fazer o teste do bafômetro ou outro exame clínico para detectar o consumo de álcool ou outra substância psicoativa passou a ser considerada infração gravíssima, com multa de R$ 2.964,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

“O condutor que bebe e dirige tem ciência do risco que assume, por isso precisa ser aplicado o máximo rigor da lei. A narrativa falha da falta de intenção de matar jamais poderá ser superior à preservação da vida, afinal, nenhuma das vítimas do trânsito saem de casa com a intenção de morrer ou sofrerem ferimentos graves”, afirma Coimbra.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

4 comentários

Antonio 14/07/2021 - 11:31

Até que em fim resolveram fazer o exame no ato da abordagem, agora vamos ver se acaba com esse exame a cada dois anos e meio pq isso aí e uma forma de encher a bunda dos donos de clínicas.

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Idio José Gabriel 06/07/2021 - 18:06

Na minha opinião era prá ser feito teste prá todas as áreas, prá qualquer tipo de contratação, prá tirar qualquer tipo de documentos, prá viajar prá entrar no hospital prá ser batizado, prá comprar comida prá pagar as contas,… só assim diminuiria os viciados e consequentemente o tráfico

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Victor Hugo Guidoni 06/07/2021 - 12:25

Esse toxicológico é só meio de ganha dinheiro eu nunca vi uma fiscalização, e os demais habilitados também devem fazer o exame não só os profissionais, mas aqui no Brasil a coisa não funciona como deve ser.

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João Santos 06/07/2021 - 11:31

Muito bem parabéns pela iniciativa de quem teve essa idéia! agora era pra tira esse toxicológicos a cada 2anos 6 meses é deixá só os aparelhos. avança Brasil!!

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