No mês de maio foram produzidos 13.908 unidades, e neste ano já se totalizam 74.722 unidades fabricadas. No mês de junho de 2020 foram produzidos 5.575 unidades, 162,6% menos que em junto deste ano, e no acumulado entre janeiro e junho de 2020, foram 34.738 unidades, 115,1% menos que no mesmo período deste ano.
No mês de junho foram produzidos:
Todos os segmentos apresentam crescimento acentuado neste ano, com a produção praticamente dobrando. Já o segmento de semi-leves teve crescimento de 215,3%, mais que o triplo do produzido em 2020.
Apesar da alta na produção de caminhões, a Anfavea estima que a falta de componentes para produção já impactou a indústria automotiva na casa das 100 mil a 120 mil unidades, que deixaram de ser produzidas neste ano, em todos os segmentos.
“Estimamos que a falta de semicondutores tenha impedido que algo entre 100 mil e 120 mil veículos fossem produzidos no primeiro semestre. Esse problema afeta todos os países produtores e tem impedido a plena retomada do setor automotivo”, explicou o Presidente da ANFAVEA, Luiz Carlos Moraes.
Com a performance negativa dos automóveis e o desempenho surpreendente do segmento de caminhões, a ANFAVEA atualizou as projeções que havia apresentado em janeiro, referentes ao fechamento de 2021. A produção total, que era estimada em 2.520.000 unidades (alta de 25% sobre 2020), foi reduzida para 2.463.000 (alta de 22% sobre o ano passado). Separando leves e pesados, a alta na produção estimada 2021/2020 caiu de 25% para 21% no segmento de automóveis e comerciais leves, e subiu de 23% para 42% no caso de caminhões e ônibus.
Já para as vendas internas, a expectativa agora é de 2.320.000 licenciamentos (elevação de 13% sobre o ano anterior), ante os 2.367 mil previstos na coletiva de imprensa de janeiro. Automóveis foram revistos para baixo, enquanto comerciais leves, caminhões e ônibus foram revistos para cima. Finalmente, as exportações foram revisadas de 353 mil para 389 mil na expectativa do ano, uma esperada alta de 20% sobre 2020, melhor que a elevação de 9% inicialmente projetada.
“Nunca foi tão difícil fazer projeções no Brasil. Além das variáveis socioeconômicas, agora temos também de levar em conta a situação da pandemia, o ritmo da vacinação, a instabilidade política e essa crise global dos semicondutores, sobre a qual pouco podemos antever”, acrescentou Moraes, ressaltando que uma possível restrição de fornecimento de energia elétrica não entrou nos cálculos da associação.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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