Para atender todos os requisitos de qualidade para produção dos novos caminhões, a planta brasileira, que é considerada referência mundial em eficiência e qualidade dentro do Grupo Volvo, fez mais avanços na digitalização dos processos produtivos, robótica avançada, uso intenso de tecnologias de dados, além de simulação e realidade virtual para desenvolvimento dos processos e das pessoas.
Dentro da unidade de Curitiba são produzidos motores e transmissões em uma unidade, cabines em outra, e por último está a linha de montagem final dos veículos.
Todas trabalham de forma sincronizada, de maneira que no ingresso de um novo pedido de produção cada chassi é identificado por sistemas inteligentes que monitoram o trabalho dos vários pontos de manufatura da fábrica.
“Em Curitiba, reunimos a fabricação de veículos numa única unidade, o que traz ganhos em processos e qualidade. Toda a fábrica se preparou para mais uma vez antecipar as tendências do segmento de veículos de transporte de carga. Estamos muito felizes com o resultado”, destaca Cyro Martins, vice-presidente de manufatura da Volvo.
A fábrica é uma das mais tecnológicas do país, e já tem diversos processos totalmente automatizados, com elevada qualidade de produção, que a distingue até mesmo dentro do Grupo Volvo. A convivência com drones responsáveis pelo inventário de peças no estoque, estações de produção digitalizadas, análise e simulação virtual de produtos e processos, ou mesmo a movimentação autônoma de materiais para o abastecimento da linha por AGVs (automated guided vehicles) – pequenos veículos autoguiados que trafegam pela fábrica sem a interferência humana – há muito tempo fazem parte da rotina fabril.
Os novos modelos tem mais de duas mil possibilidades diferentes de configurações, e todos os processos de produção precisam estar em perfeita sincronia para chegar ao resultado final, um caminhão do jeito que o cliente pediu.
Entre as novidades, está a adaptabilidade da linha para atender a conectividade ainda maior dos novos caminhões. O pacote de softwares dos veículos já é carregado nas operações de pré-montagem, por meio de um link dedicado, reduzindo para minutos o que poderia levar horas.
Robôs já operavam na instalação do para-brisas dos caminhões, além dos vidros traseiros, do climatizador e da escotilha. Agora, robôs também operam a montagem do painel de instrumentos nos caminhões.
Um robô colaborativo, controla o volume exato de aplicação de selante e câmeras inspecionam de forma instantânea o resultado. Caso seja detectada qualquer falha, o robô avisa o operador e a linha para até que o problema seja resolvido.
“Hoje vemos cada vez mais a interação homem-máquina em uma colaboração perfeita. Mas isso exige treinamento específico”, destaca Ronaldo Cristo, gerente de projeto, responsável pela industrialização dos novos veículos.
Os novos caminhões Volvo trazem uma série de novidades que vão além do visual e tecnologia. FH. FM e FMX contam com maior uso de peças de alumínio, que substituem componentes que eram de aço, e deixando a cabine mais leve, sem perder a resistência.
Outra novidade, na montagem do painel frontal do caminhão, é a solda ultrassônica, que consegue unir peças de plástico e de metal.
Além disso, novas tecnologias foram agregadas para a pintura das cabines. É o caso, por exemplo, de peças como a nova grade frontal. Programações pré-definidas dão a sequência exata de tratamento, pintura e acabamento, enquanto a cabine recebe todo o preparo antes de seguir para a montagem final.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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