Titular da seleção brasileira, Danilo cresceu na boleia do caminhão do pai

por Blog do Caminhoneiro

Comandados pelo técnico Tite, o Brasil já está classificado para a Copa do Mundo de 2022, que será disputada no Catar. O time é um dos favoritos ao título do Mundial em sites de apostas, que oferecem código de bónus sportingbet. Além do Brasil, Argentina, Alemanha e Bélgica também despontam como postulantes ao título.

O grupo do Brasil para o torneio está praticamente fechado. Uma das posições em que a titularidade está definida é a lateral-direita. A posição tem dono e atende pelo nome de Danilo. O atleta, atualmente na Juventus, e que soma passagens por Porto e Manchester City, deve ser o titular do técnico Tite na Copa.

Assim como vários jogadores no Brasil, Danilo teve uma infância de muita luta e batalha. E todo sucesso que ele conquistou no mundo do futebol começou na boleia do caminhão do seu pai, o Seu Zé, um grande incentivador do seu sonho e que fez de tudo para que o filho pudesse se tornar um jogador profissional.

Essa história começa em Bicas, uma pequena cidade situada na zona da mata de Minas Gerais. Dos 15 mil habitantes que vivem na região atualmente, certamente Danilo é o cidadão mais ilustre. Foi ali que o hoje renomado lateral começou a se aventurar pelos campos de terra, sem imaginar que um dia poderia desfilar pelos melhores gramados do planeta.

Seu Zé era caminheiro, mas dividia seu tempo também com os treinamentos do filho. Quando estava em casa, fazia questão de trabalhar os fundamentos do garoto e procurar uma oportunidade para o jovem em um dos clubes da região.

“O pai era o treinador dele juntamente com outros amigos. E o Danilo jogava de tudo. Até goleiro. O Baiano [apelido do pai do jogador] achou que o menino tinha jeito e decidiu caçar clubes”, disse Rogério Passos, um dos primeiros técnicos de Danilo, em entrevista à ESPN Brasil.

Seu Zé nunca mediu esforços para ajudar o filho. Quando percebeu que o garoto de fato tinha potencial, pegou seu caminhão e dirigiu por quase 40 km, até Juiz Fora, para falar com pessoas que pudessem ajudá-lo a encontrar um clube para Danilo. A ideia é permitir que o filho fizesse ao menos um teste.

Então, Zé ouviu o nome de Passos, que naquela época estava na comissão técnica do pequeno Tupynambas. “Lembro do dia em que ele estacionou o caminhão ao lado do clube e pediu uma reunião comigo”, disse o treinador.

“Ele me disse que tinha um garoto com 12 pra 13 anos e que era um craque. Jogava de volante. Jogava de lateral. Podia ser atacante e até no gol ele agarrava. Disse que essa joia estava jogando nos campos de terra, sem perspectiva. E ele precisava de um clube para poder vingar. Lembro que respondi assim: ‘Todo pai é coruja'”, afirmou Passos.

Danilo, então,  foi convidado para uma semana de avaliação. Jogou tanto como volante quanto lateral. Passos não quis vê-lo em outras posições. Já no primeiro dia concordou com o que tinha ouvido. O garoto era realmente bom. Depois dali, a carreira do jovem deslanchou.

Após disputar algumas competições pelo pequeno clube, ele foi contratado pelo América-MG, a terceira força do estado, atrás do Atlético Mineiro e do Cruzeiro. Depois disso, houve o interesse do Santos. Na Vila Belmiro, conquistou diversos títulos, incluindo a Libertadores de 2011, ao lado de Neymar, Ganso, Elano e companhia.

Do América, foi para Santos, Porto, Real Madrid e, no ano passado, Manchester City. Iniciou a Copa do Mundo como titular e só perdeu a vaga para Fagner porque sofreu uma lesão muscular no quadril direito no dia 21.

O pai de Danilo não dirige mais caminhão. Desde que o filho vingou no futebol ele abandonou a estrada. Acompanha o filho onde for, toma conta do sítio da família em Bicas e, às vezes, mata a saudade como técnico amador.

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