International AeroStar – A promessa da marca americana para o Brasil

No ano de 2011, diversas marcas se mostravam interessadas no crescente mercado brasileiro de caminhões. Eram vendidas dezenas de milhares de unidades a cada ano, em um ritmo crescente, e isso chamou atenção do mundo inteiro.

Uma das marcas que decidiu voltar a investir no país foi a International, que oferecia os modelos 9800i e DuraStar no Brasil. O 9800i era um caminhão de projeto antigo, na verdade da década de 1980, que foi produzido até 1998 na América do Norte. Por aqui, após 1998, foi iniciada a produção para o mercado nacional e exportação, especialmente para a África do Sul.

Por ser um projeto tão antigo, o 9800i precisava de um substituto que oferecesse tecnologia, design moderno e robustez, além de ser, para o nosso mercado, cara-chata, algo que não era oferecido nos Estados Unidos há muitos anos.

Para dar sequência ao projeto, a Navistar procurou a montadora indiana Mahindra, que oferecia, desde 2010, a linha de caminhões MN. Em cima do projeto do MN 49, a Navistar criou o International AeroStar, novidade apresentada inicialmente na Fenatran de 2011.

Mahindra MN 49

Era uma grande promessa da marca para o mercado Brasil. Além de um design novo, cabine em chapas de aço, e não alumínio rebitado, o caminhão mantinha a grande grade dianteira cromada, e recebia um novo conjunto de faróis, formando um conjunto harmonioso.

A expectativa da Navistar era comercializar o caminhão a partir de 2013, com uma linha completa de 15 modelos, com PBT entre 10 e 74 toneladas, e potências variando dos 180 a 500 cavalos.

Por dentro, o caminhão oferecia uma painel completamente novo, com menos mostradores que o 9800i, e tinha volante com comandos, rádio e ar-condicionado, além de um assento confortável para o motorista, com apoio de braço, beliche com colchões de bom tamanho e bastante espaço de armazenamento, além de um acabamento muito bom.

Apesar dos planos da Navistar, na época atuando como NC2 Global LLC, uma joint venture com a participação de 50% da Caterpillar e de 50% da Navistar, o caminhão acabou não sendo lançado oficialmente por aqui, e, em poucos anos, toda a operação da International no Brasil foi encerrada, quando ainda eram produzidos os modelos 9800i e DuraStar, em versões Euro 5.

Depois de ser exibido no Brasil, o AeroStar também foi mostrado pela marca na Auto China 2012, onde seria produzido em uma parceria com a Jac Motors, o que também acabou não se concretizando.

Em 2012, o caminhão também foi fotografado nos Estados Unidos, onde fica a matriz da Navistar. Depois disso, nunca mais se soube nada do veículo, que poderia ter dado um novo fôlego para a International por aqui.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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