Quando o valor é comparado com o salário mínimo, a queda é ainda mais acentuada, já que o salário mínimo subiu ao longo dos anos. Em 2010, por exemplo, a renda média era de 5,77 salários mínimos. Cinco anos depois baixou para 4,55 salários mínimos e, agora em 2021, representa 2,90 salários mínimos.
Para os profissionais, a queda nos rendimentos mensais se devem às más condições das estradas e aumento dos custos, especialmente do diesel.
O estudo também destaca que o número de profissionais autônomos, que trabalham com o próprio caminhão, vem caindo. Em 2015, 53% dos entrevistados trabalhavam com o próprio veículo, e atualmente o número é de apenas 22,8%. Esse é o menor percentual desde que a pesquisa começou a ser realizada.
Além da perda de renda, as condições inadequadas dos pontos de parada são um problema antigo e que se mantém sem solução, com impacto em questões básicas como a necessidade de banheiro limpo, de comida barata, e alimentação de boa qualidade.
Ou ponto apontado pela pesquisa é a falta de segurança nas estradas. Os dados mostram que a insegurança e a violência nas estradas influenciam negativamente a qualidade de vida dos caminhoneiro, sendo apontadas como o maior problema da profissão.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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