Luella Bates foi a primeira mulher a ter uma carteira profissional de motorista em 1918

Há 104 anos, o mundo era completamente diferente do que vemos hoje em dia. Tudo era mais rústico, especialmente os veículos, já que eram uma tecnologia recente, e muitas coisas que facilitariam a vida dos motoristas não haviam sido inventadas.

Por isso, o trabalho na direção de qualquer tipo de veículo era prioritariamente masculino. Precisava de força bruta apenas para poder virar um volante, algo que era impensado para uma mulher.

Porém, entre 1914 e 1918, milhares de homens de todo o mundo foram enviados para os campos de batalha na 1ª Guerra Mundial. Nessa época, países como os Estados Unidos, que já passavam por um boom econômico, precisavam que muitas cargas fossem entregues. E não haviam homens para dirigir caminhões.

Por isso, a empresa Four Wheel Drive Auto Co. (FWD), que desenvolvia caminhões com tração 4×4 realizou o treinamento e contratação de algumas mulheres em 1918. E a primeira delas foi Luella Bates, nascida em 1897, que faleceu em 1985.

Depois do treinamento, ela foi a primeira mulher dos Estados Unidos a obter uma carteira de motorista profissional, sendo autorizada a dirigir caminhões comercialmente. Talvez tenha sido a primeira mulher do mundo a obter tal documento.

Entre os anos de 1918 e 1922, ela viajou por todo o estado de Wisconsin, em um caminhão FWB Model B. Pouco tempo depois de ser contratada, junto com outras mulheres, a guerra acabou e a maioria dos homens voltou para casa.

Quase todas essas mulheres foram dispensadas do trabalho, mas Luella continuou como única mulher trabalhando na FWD. Em janeiro de 1920, Bates dirigiu um Modelo B para Nova York, onde participou do New York Auto Show. Ela também foi a primeira motorista de caminhão mulher a receber uma carteira de motorista em Nova York.

O sucesso da mulher caminhoneira mostrava ao público que dirigir um caminhão da FWD era fácil, “já que uma mulher poderia dirigí-lo”. Por isso, foi realizada uma turnê com a caminhoneira, para destacar as qualidades dos caminhões.

Foram mais de 25 cidades percorridas, e a mulher caminhoneira chegou a ser citada como exemplo de eficiência feminina, pela revista Popular Science.

Ela seguiu trabalhando até 1922, quando, no final daquele ano, se mudou para a região de Milwaukee, uma cidade em Wisconsin, onde se casou com Howard Coates e teve dois filhos.

Terminava aí uma história de muitas viagens da primeira caminhoneira dos Estados Unidos, que abriu as portas para milhares de outras mulheres que encaram a vida na estrada diariamente.

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