Mas isso nem sempre foi assim. Alguns caminhões, como os famosos FNM brasileiros, chegavam a ter duas alavancas de câmbio, sendo uma seletora das marchas, e outra para o sistema de reduzida.
Essas duas alavancas exigiam bastante conhecimento para operação, e, em alguns momentos, era necessário tirar as duas mãos do volante para fazer as trocas de marcha.
Foi assim que surgiu a expressão Cruzar Marchas, já que muitas vezes uma alavanca subia e a outra descia.
Mas, alguns modelos ofereciam um desafio ainda maior ao motorista. É o caso de modelos equipados com três alavancas de câmbio. Pode parecer loucura usar um caminhão assim, mas não ficava tão distante do uso de um modelo de duas alavancas.
A Mack era uma das marcas que oferecia essa tecnologia, nos anos 1950.
O uso é simples: primeira reduzida, primeira alta, segunda reduzida, segunda alta, e assim por diante. A instrução das plaquetas mostrava que não era indicado o uso da quinta marcha com a reduzida, limitando o câmbio a 9 velocidades à frente.
Já a primeira alavanca, a menor na imagem, se tratava de uma transmissão auxiliar, com três velocidades, sendo uma superreduzida, uma direta e outra overdrive.
Já a overdrive é uma marcha superlonga, que permite o uso de rotações de motor muito baixas em rodovias, e é especialmente útil para viagens longas, reduzindo o consumo, o desgaste e o ruído do motor.
Geralmente, a superreduzida era usada em marchas mais baixas, e o overdrive em marchas mais longas, com velocidades médias mais altas.
Apesar disso, como mostra o vídeo, o uso das três alavancas exige conhecimento e uma boa dose de elasticidade do motorista.
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