A empresa suspeita que o primeiro incêndio foi criminoso, e uma investigação foi aberta para apurar o caso.
O maior problema dos modelos elétricos equipados com grandes quantidades de baterias é a enorme quantidade de energia armazenada em pouco espaço. Com isso, o fogo pode superar os 800ºC de temperatura, e é muito difícil de ser combatido.
Como citado, os caminhões que pegaram fogo em junho continuam no mesmo local, sendo monitorados diariamente. No último domingo, um dos caminhões voltou a pegar fogo, aparentemente sozinho, e os bombeiros foram chamados novamente.
“Encontramos um caminhão previamente queimado que reacendeu, experimentando outra fuga térmica e ignição das células da bateria localizadas no veículo”, disse a capitã Kimberly Quick-Ragsdale, oficial de informação pública do Corpo de Bombeiros de Phoenix.
Para os bombeiros, os veículos elétricos trazem um novo desafio. Um veículo convencional tem o fogo combatido em poucos minutos, e, após extinto, dificilmente volta a incendiar. Nos modelos elétricos, as baterias continuam representando um risco, porque os sistemas elétricos e eletrônicos comprometidos pelo fogo permitem fugas de energia que podem reiniciar o incêndio. Em alguns casos, por falta de água, os veículos são deixados para queimar até não sobrar nada.
Na fábrica da Nikola, os bombeiros trabalharam por cerca de 12 horas após o combate ao fogo, para resfriar as baterias.
“Este caminhão foi severamente danificado no incidente original e estava sendo monitorado de perto. Em situações como esta, onde um veículo elétrico a bateria teve seu sistema comprometido durante um incidente, sabe-se que ele tem uma probabilidade maior do que o normal de reacender, e é por isso que nossas equipes de segurança e engenharia estavam monitorando enquanto nossa investigação continua”, disse um porta-voz da Nikola.
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