De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), apesar da liberação de R$ 700 milhões em créditos para compra de caminhões, o segmento de caminhões passa por um momento difícil, apresentando queda tanto em junho quanto no semestre deste ano.
Segundo Andreta Jr., presidente da entidade, o segmento ainda sofre com os juros elevados e aumento da inadimplência, o que dificulta financiamentos de produtos EURO 6, em função dos novos preços.
“O mercado tem mostrado cautela para finalizar a aquisição de veículos novos, em função dos preços dos produtos com a nova tecnologia”, afirma.
Apesar de ter sido o segmento que mais recebeu descontos tributários, a Medida Provisória não gerou negócios.
“Principalmente, os profissionais autônomos, aguardam o Programa RENOVAR, que está em discussão entre o Governo e as entidades do setor, e que visa promover a renovação gradativa da frota. Ou seja, eles irão trocar os caminhões de mais de 20 anos, por um de 15 anos; ou um de mais de 15 anos por um de 10 anos e assim sucessivamente”, comentou Andreta Jr.
De acordo com a Fenabrave, as vendas em junho foram 28,86% menores do que as registradas em junho de 2022. Foram vendidos 7.722 caminhões no mês passado, ante 10.854 de junho de 2022. Na comparação com maio, também houve uma leve queda, de 2,17%. Em maio foram emplacados 7.893 caminhões no Brasil.
No acumulado do ano, as vendas estão 12,10% menores. Entre janeiro e junho foram emplacados 50.352 caminhões novos no país, contra 57.282 unidades registradas no primeiro semestre de 2022.
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