Após um longo período de testes homologados, a empresa decidiu investir na aquisição de 100 caminhões totalmente prontos para rodar com o biodiesel 100% (B100).
De acordo com a Amaggi, a importante ação faz parte da estratégia de descarbonização da empresa, em linha com sua meta SBTi de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa até 2035.
As cem unidades que irão rodar com o biodiesel B100 são do modelo 500 R 6×4 Super, que vão ser entregues para a empresa a partir de maio de 2024, saindo de fábrica prontos para esse tipo de combustível, o que não exigirá nenhuma adaptação nos veículos.
O restante, 250 caminhões modelo convencional 560 R 6×4 Super, vão rodar com diesel convencional, Tipo S10, que contém 12% de biodiesel na mistura.
Ambos são Euro 6, com motores que atendem a nova lei de redução de emissões de poluentes, em vigor desde janeiro de 2023.
Atualmente, a Amaggi já tem uma frota própria de 700 caminhões, devendo fechar 2024 com 1.100 veículos.
“A AMAGGI vem sendo pioneira no uso de modais logísticos sustentáveis, como na navegação fluvial do arco norte e entendemos que o uso do biodiesel vem na mesma direção, atendendo os objetivos de descarbonização das operações da empresa”, comentou Judiney Carvalho, CEO da Amaggi.
“Olhamos para o futuro, com a ampliação não só da frota rodoviária movida a B100, mas também com a extensão do uso desse combustível para frota fluvial, de tratores e outros maquinários agrícolas que há anos já vem sendo testados pela AMAGGI”, complementa Carvalho.
“Sonhamos em ter, um dia, toda nossa frota cem por cento abastecida com biodiesel e vamos preparar a empresa para isso”, diz.
Judiney comenta que está satisfeito com os resultados dos testes com a utilização do B100 pela vantagem de ser produzido a partir de fontes renováveis. Além disso, ele acrescenta que o uso desse combustível se mostra muito mais sustentável do ponto de vista das emissões de gases, como o monóxido de carbono.
“Trata-se de uma grande compra histórica para impactar o mercado, pois é a nossa primeira venda de caminhões 100% movidos a biodiesel originais de fábrica. A AMAGGI e a Scania mostram o quanto estão preocupadas em viabilizar um ecossistema de transporte mais sustentável. Todo o ciclo sustentável está completo neste exemplo de sucesso, pois a fábrica de biodiesel é da própria AMAGGI”, afirma Simone Montagna, presidente e CEO da Scania Operações Comerciais Brasil.
Além dos 100 caminhões 100% a biodiesel, o outro lote de 250 caminhões 560 R 6×4 Super reforça a força da Scania no agro, nas aplicações com composições de tração 6×4. Do total das vendas da Scania, em média, anualmente, 44% vão para o agro.
“O 560 Super chegou em 2023 para transformar o mercado, com até 28% de economia de combustível sobre a geração anterior, e uma superior eficiência energética, ou seja, seu motor emite ainda menos gases poluentes. Estamos cumprindo esta promessa de marca, que é muito acima dos concorrentes”, afirma Montagna.
“A AMAGGI fez uma escolha acertada, pois este produto tem o maior torque do mercado, obtendo uma velocidade média maior na subida de uma serra, por exemplo, em decorrência do seu potente motor, o que vai proporcionar muito mais rentabilidade à empresa. Celebramos esta venda de 350 unidades com um de nossos maiores clientes”, complementa.
O presidente e CEO da Scania Operações Comerciais Brasil agradeceu ainda a Casa Scania Rota Oeste, concessionária que atende a AMAGGI e que vem investindo em novas filiais em Mato Grosso para todo o apoio necessário em tornar sua operação mais rentável.
A Amaggi irá abastecer os caminhões com biodiesel proveniente de sua fábrica própria, com mais de 26 mil metros quadrados de área construída, que foi inaugurada nesse ano em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.
No mesmo local, a empresa já opera uma indústria esmagadora de grãos, que é de onde sai a matéria-prima para a fabricação do biocombustível. A fábrica tem capacidade estimada de produzir 368 mil m3 de biodiesel por ano.
Biodegradável e sustentável, o biodiesel é um tipo de combustível produzido a partir de fontes renováveis – no caso da Amaggi, o óleo de soja. Seu uso está associado à diminuição de emissão de gases de efeito estufa, quando comparado ao uso de combustíveis fósseis, como diesel e gasolina.
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