Destaque em manufatura 4.0, com modernos processos de gestão de produção, há tempos a fábrica da Volvo em Curitiba é referência também em sustentabilidade. “Já no início dos anos 90 iniciamos a separação de resíduos orgânicos e recicláveis. Depois, o processo foi sendo aprimorado, reforçado por nossa cultura interna de respeito ao meio ambiente. Em 2008, passamos a dar destinação totalmente controlada de todos os nossos resíduos, sem enviar nada para aterros sanitários ou industriais desde então”, afirma Cyro Martins, vice-presidente de manufatura da Volvo.
Além do manejo adequado e envio para a reciclagem, nos últimos cinco anos a Volvo reduziu em 23% a geração de resíduos para cada caminhão ou ônibus fabricado em Curitiba. “Temos uma hierarquia de resíduos e sempre priorizamos a compostagem, recuperação, reciclagem ou reutilização. Nosso foco está no conceito de circularidade. Ou seja: trabalhamos para prolongar os ciclos de vida, reutilizando o que pode ser reutilizado, reciclando nossos resíduos e reduzindo continuamente o impacto ambiental das nossas operações”, destaca Sérgio Lazarini, diretor de saúde, segurança e meio ambiente da Volvo.
Em 2022, cerca de 162 toneladas de resíduos foram reutilizadas em um processo que se chama de leilão de resíduos. Equipamentos, máquinas e até mesmo material eletrônico são destinados ao reaproveitamento de outras empresas ou doados a instituições sociais.
A preferência por embalagens retornáveis é padrão na Volvo. Hoje quase todas as peças que chegam à produção são transportadas em caixas de madeira ou plástico retornáveis. Muitas delas já operam há mais de uma década no fluxo logístico.
“Entender e trabalhar na origem do resíduo é uma ação importante para reduzir sua geração ou aumentar seu reaproveitamento na cadeia. Temos maior oportunidade de influenciar o ciclo de vida dos nossos produtos na fase inicial dos projetos, olhando com a perspectiva de sustentabilidade para os materiais, processos, tecnologias e modelos de negócio desde o início”, destaca Carolina Carvalho, engenheira ambiental da Volvo.
A Volvo tem desafiado também seus fornecedores a migrar gradativamente da economia linear para a circular. Para cada novo fornecedor agregado à cadeia de suprimentos é realizada uma rígida avaliação da pegada de carbono no transporte até a fábrica (Transportation CO2 Footprint), bem como uma avaliação de risco de sustentabilidade. Esses dois fatores são cruciais para a decisão de fechar um contrato de fornecimento com a marca.
“Temos uma política ambiental em âmbito mundial, caracterizada por uma visão holística, de melhoria contínua, desenvolvimento técnico e o uso eficaz dos recursos. Ações como essas estão dentro da nossa sólida cultura de sustentabilidade, que busca soluções de transporte 100% mais seguras, 100% livres de energia de origem fóssil e 100% mais produtivas. O Aterro Zero e o conceito da economia circular estão dentro do nosso escopo de atividades que reduzem o impacto ambiental de nossas atividades produtivas”, finaliza Cyro Martins.
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