Aumento da burocracia afasta novos caminhoneiros nos Estados Unidos

A falta de caminhoneiros em países desenvolvidos tem se tornado um problema cada vez mais difícil de resolver, e muitos órgãos públicos ainda tem criado mais barreiras, fazendo com que possíveis candidatos às vagas em aberto desistam de obter uma carteira de motorista profissional.

É o que denuncia a Mid-West Truckers Association, dos Estados Unidos, que diz que a criação de novas exigências e cursos para que os candidatos obtenham uma habilitação profissional tem afastado os interessados, fazendo com que a escassez de motoristas se mantenha e prejudique todo o setor.

Além das exigências normais relativas à obtenção do documento, agora é necessário investir mais tempo em um curso separado, sobre segurança no trânsito.

Esse excesso de camadas para que um jovem se torne caminhoneiro cria um desinteresse muito grande na profissão.

Um dos casos citados é o dos regulamentos de treinamento de motoristas de nível básico (ELDT), criado pela Federal Motor Carrier Safety Administration (FMCSA), em 2022.

Essas regras criaram uma nova série de treinamentos que os alunos precisam passar para obter a CDL (carteira de motorista profissional) nos Estados Unidos, com mais aulas teóricas e práticas.

E as regras ficam mais rígidas, dependendo do tipo de transporte, como para produtos perigosos ou transporte de alunos em ônibus escolares.

Isso tem se refletido negativamente nas instituições que ministram cursos para obtenção da CDL. Em uma faculdade que tem feito treinamentos de caminhoneiros, apesar de muito dinheiro investido, apenas 30 alunos a mais foram registrados nesse ano, em relação ao mesmo período de 2022, mesmo com pagamentos de até US$ 15 por hora de aula, que os alunos recebem.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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