Nos anos 1970, a Paccar quase criou um conceito novo de cabine leito

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A Paccar é dona das marcas Kenworth e Peterbilt na América do Norte, além de, desde a década de 1990, também ser proprietária da DAF. Mas bem antes, nos Estados Unidos, quando ainda só tinha as duas primeiras empresas, a Paccar desenvolveu um projeto muito interessante, reinventando a cabine leito.

Naquela época, em 1977, as viagens pelas belas rodovias interestaduais dos Estados Unidos eram cada vez mais comuns, e, apesar de uma série de restrições de comprimento para os caminhões, os caminhoneiros já exigiam cabines mais confortáveis, permitindo um descanso mais tranquilo, e também viagens em família.

Na época, justamente por conta das restrições de comprimento, as cabines eram frontais para vários modelos, ou cara-chatas, e uma cabine maior com essa configuração trazia um problema novo, a dificuldade de manutenção.

Para ter acesso ao motor, nos caminhões de cabine frontal, é necessário bascular a cabine para frente, onde o mecânico acessa toda a parte do motor e caixa de câmbio por baixo da estrutura.

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Com uma cabine maior, o basculamento não era possível, por conta do peso extra da estrutura com mais itens internos, como cama maior, armários e etc. Foi aí que a Paccar teve uma ideia muito interessante: Criar um caminhão com cabine frontal e um grande leito, mas em estruturas separadas, permitindo o basculamento.

A ideia foi patenteada em fevereiro de 1977. Conforme a empresa, a cabine de comando do caminhão seria pequena e basculante, com a parede traseira aberta, permitindo a passagem para o leito.

Porém, com a necessidade de manutenção, a estrutura poderia ser basculada, sem que o leito precisasse ser movido.

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Além do ganho em espaço interno, a patente da Paccar destacou que a estrutura fixa atrás da cabine permitiria que os itens do motorista, como alimentos, roupas e outros, ficassem soltos durante o basculamento da cabine.

Apesar de ser uma ideia interessante, os caminhões bicudos com cabines leito maiores acabavam sendo mais práticos e o acesso à manutenção, pelo capô, era mais simples, então isso acabou por não sair do papel. Também não fica claro se a Paccar chegou a criar algum protótipo dessa invenção.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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