Nos últimos dias, após meses de negociações, quase 10 mil trabalhadores das empresas Canadian National Railway (CNR.TO) e Canadian Pacific Kansas City (CP.TO) entraram em greve por melhores salários e condições de trabalho. As duas empresas fazem praticamente todo o transporte ferroviário no Canadá, movimentando itens de indústrias e agronegócio, e a paralisação chega a afetar os Estados Unidos.
Com o imenso problema logístico da paralisação de centenas de trens, o setor de transportes também está tendo problemas, mas de um jeito mais lucrativo. Isso porque a demanda de fretes desde a última semana saltou mais de 25 vezes no país. Além disso, o valor oferecido pelas empresas para o transporte de cargas por rodovias também aumentou.
Daman Grewal, gerente de operações da Centurion Trucking, uma transportadora sediada na Colúmbia Britânica, disse que via cerca de 20 a 30 ofertas de frete online diariamente em agosto, mas o número saltou para mais de 500 ofertas na última semana.
Além disso, as ofertas de frete tiveram os valores aumentados consideravelmente, passando de 7 mil dólares canadenses para mais de 9 mil dólares canadenses.
Com esse crescimento da demanda, os caminhoneiros estão trabalhando sem parar, mas dificilmente o setor de transporte rodoviário dará conta de fazer todos os fretes por rodovias.
Além disso, o setor ferroviário do Canadá é altamente integrado com os Estados Unidos, e a parada repentina do transporte por trilhos já causa impactos no comércio entre os dois países.
Diariamente, a greve custa mais de US$ 1 bilhão em perdas logísticas. Ainda não há uma previsão para encerramento da paralisação.
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