A Scania apresentou nessa semana seu primeiro caminhão elétrico para o mercado brasileiro. Em evento realizado para destacar parte das novidades da montadora para a Fenatran, a Scania lançou o cavalo mecânico 30G 4×2, que chega ao Brasil, inicialmente, importado da Suécia.
O nome do caminhão se diferencia do restante da linha, que mostra o tipo de cabine e a potência em cavalos, sendo, nesse caso, a potência em kW divididos por 10, e o tipo de cabine depois da potência, como acontece na linha Super.
O caminhão é equipado com motor elétrico de 300 kW, em uma unidade elétrica desenvolvida pela própria Scania, chamado de EMC1-4, ou Electrical Machine Central, que tem um motor elétrico e quatro marchas. Essa potência equivale a 410 cavalos, com torque de 1.150 Nm, garantindo uma Capacidade Máxima de Tração de 66 toneladas.
As baterias, de NMC (lítio-níquel-manganês-cobalto) tem capacidade total de 416 kWh, e podem ser recarregadas em apenas 50 minutos. Com as baterias totalmente carregadas, o caminhão terá autonomia de 250 quilômetros, o que permite operações de transporte em áreas urbanas e também de médias distâncias.
Para completar o trem-de-força, o elétrico recebe o eixo R780 com capacidade de carga de até 66 toneladas o que garante robustez e confiabilidade.
O motor elétrico também funciona como um gerador de energia, atuando como um freio-motor em longos declives. Enquanto o motor gera energia que se acumula nas baterias, o caminhão desacelera gradativamente, o que reduz o uso do freio de serviço. A potência desse sistema é de 330 kW.
Com essas tecnologias, o caminhão é a terceira geração de elétricos Scania, que estão disponíveis na Europa há vários anos.
“Estamos seguindo mais um passo do nosso compromisso de liderar a transição para um sistema de transporte mais sustentável, firmado globalmente em 2016. O transportador brasileiro terá em suas mãos o mais amplo portfólio sustentável do mercado”, afirma Simone Montagna, presidente e CEO da Scania Operações Comerciais Brasil. “Sabemos que a jornada da eletrificação tem pela frente etapas importantes de desenvolvimento em várias áreas, especialmente em infraestrutura, por isso, acreditamos na multimodalidade com diversas matrizes energéticas alternativas ao diesel. E essa multimodalidade passa pelo gás, biodiesel e elétrico. A Scania está estimulando e ajudando a desenvolver os corredores azuis (gás, gnl e biometano) e a cadeia de produção do biometano para caminhões há 5 anos”, diz Montagna.
O sistema do EMC1-4 conta com quatro marchas, com relações de 18.60, 10.26, 5.02 e 2.77, com peso total de apenas 350 quilos, somando motor e transmissão. As baterias são mais pesadas, de 1.200 kg cada pacote, sendo que o caminhão usa dois deles para a capacidade total de 416 kWh.
Além de não emitir nenhum poluente em sua operação, o caminhão elétrico também é quase 100% silencioso, que reduz o cansaço do motorista e também permite que o veículo seja usado em operações dentro de cidades durante a noite.
O sistema de carregamento das baterias usa o padrão CCS2, que suporta até 375kW e 500 A, e capacidade de estar com carga total em aproximadamente 50 minutos.
“Isso possibilita que os veículos sejam carregados durante intervalos, por exemplo, como o horário de almoço do motorista, aumentando a produtividade”, conclui Rodrigo Arita, gerente de Portfólio de Produtos da Scania Operações Comerciais Brasil.
O valor do caminhão é de R$ 2,5 milhões de reais, cerca de 2,5 vezes o preço de um caminhão Scania com a mesma cabine (G) e mesma faixa de potência, na versão 4×2.
As vendas começam em novembro, na Fenatran, que acontece de 4 a 8 de novembro, no São Paulo Expo (SP), porém, as primeiras entregas do pesado acontecem no início de 2026, após a Scania finalizar o período de adaptação do caminhão à realidade de operação brasileira.
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