Carreta entra tombando em área de escape no Paraná

Imagem de Arteris / Divulgação

A concessionária de rodovias Arteris Litoral Sul registrou mais uma entrada impressionante na Área de Escape do km 667,3 da BR-376, em Guaratuba, no Paraná. O trecho, que fica entre Curitiba e Joinville, passa pela descida da Serra do Mar, e uma carreta teve problemas nos freios durante o declive.

De acordo com a concessionária, a entrada ocorreu às 07h29, no km 667,3, quando o condutor da carreta, com carga de madeira, adentrou 40 metros do dispositivo de segurança após perda dos freios. O caminhão colidiu com um muro de contenção e chegou a virar de lado, mas o motorista evitou o tombamento e seguiu até o dispositivo.

Veja o vídeo abaixo:

Menos de uma hora depois da primeira entrada, um caminhão tipo romeu e julieta também entrou em uma área de escape da Arteris, mas no km 671,7 da BR-376.

O motorista notou problema nos freios do caminhão, e avançou com o veículo por 45 metros na caixa de cinasita até parar.

Desde a implantação, as duas áreas de escape instaladas na BR-376 já registraram 609 entradas e salvaram 1.059 vidas.

Como funciona a área de escape?

Imagem de Arteris / Divulgação

Uma área de escape para caminhões é uma zona de segurança projetada para ajudar veículos pesados em alta velocidade a parar de forma segura, especialmente em descidas íngremes. Essas áreas são essenciais para evitar acidentes graves quando os freios dos caminhões falham.

A cinasita, ou argila expandida, é um dos materiais usados nessas áreas de escape. Ela é escolhida por ser leve e ter um alto poder de aderência, o que ajuda a desacelerar rapidamente os veículos. Quando um caminhão entra na área de escape, suas rodas afundam na cinasita, criando atrito e desacelerando o veículo de forma eficiente.

Essas áreas são especialmente comuns em rodovias com declives acentuados e têm salvado muitas vidas ao proporcionar uma maneira segura de parar caminhões fora de controle.

Por que os caminhões não conseguem frear em descidas longas?

Caminhões são muito pesados, podendo transportar cargas com peso total de até 74 toneladas nas rodovias do Brasil. Em longos declives, como na descida da Serra do Mar, esses veículos necessitam de muita força de desaceleração para manter uma velocidade adequada.

Por isso, todos os caminhões de porte grande são equipados com sistemas de freios auxiliares, como o freio motor, que atua dentro do bloco ou no escapamento do veículo, e também o freio retarder, que age na caixa de câmbio.

Porém, se o motorista não utilizar esses sistemas corretamente, o sistema de freios principal, formado pelas lonas e tambores, pode sofrer com superaquecimento. Quanto mais quente, menor o poder de frenagem.

Além disso, a falta de manutenção dos veículos pode comprometer a eficiência dos freios, excedendo a capacidade de frenagem em algumas rodas, o que aumenta demais a geração de calor. O mesmo ocorre se o veículo trafegar com sobrepeso.

Por isso, a manutenção regular e a prática de condução segura do veículo são ideais para evitar problemas em descidas longas.

 

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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