Estudo mostra que pagamento de motoristas por comissão aumenta risco de acidentes nos Estados Unidos

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A Administração Federal de Segurança de Transporte Rodoviário (FMCSA) realizou um estudo sobre o impacto do pagamento dos motoristas na segurança rodoviária. A pesquisa foi feita pela Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina (NASEM), revelando dados das condições de trabalho dos caminhoneiros.

Nos Estados Unidos, assim como ocorre com boa parte dos caminhoneiros no Brasil, o pagamento dos salários envolve comissões por cargas entregues e por milhas percorridas. Ou seja, quanto mais cargas o motorista entregar, na maior distância possível, maior será o seu pagamento no final do mês.

Apesar da possibilidade de ganhos maiores, esse tipo de remuneração pode aumentar o risco de acidentes nas estradas, já que os motoristas tendem a dirigir de forma mais rápida para realizar mais entregas em menos tempo.

Outro ponto importante levantado pelo estudo é que o setor de transporte rodoviário nos EUA tem enfrentado uma irregularidade nas cargas disponíveis, o que pode impactar os rendimentos dos motoristas.

Essa soma de fatores leva a outro problema que tem se agravado nos Estados Unidos, com maior estresse na profissão, e consequente aumento da rotatividade dos motoristas. Por isso, o estudo também destaca que o país pode não enfrentar uma falta de motoristas profissionais, como citado há anos por entidades ligadas ao setor, mas sim enfrentar uma rotatividade de profissionais, que trocam de empresa sempre que o estresse pelo salário aumenta.

Um outro relatório publicado pelo American Transportation Research Institute (ATRI) mostrou que a rotatividade de profissionais nas empresa grandes, com mais de mil caminhões, chega a 72,3% para motoristas que operam em longas distâncias.

Apesar do relatório da NASEM, para a maioria das empresas de transporte nos EUA, mesmo aquelas com menos de 20 caminhões, a falta de motoristas é uma das maiores preocupações, ficando, todos os anos, entre os dez principais desafios enfrentados.

O estudo completo pode ser acessado no endereço https://nap.nationalacademies.org/.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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