A American Trucking Associations (ATA) é uma das maiores associações de transportadores dos Estados Unidos, e o presidente da entidade, Chris Spear, publicou um artigo enfatizando a necessidade do aumento da fiscalização no transporte rodoviário.
O texto leva em consideração um gravíssimo acidente, que ocorreu há quase um mês, envolvendo um caminhoneiro imigrante, da Índia, que fez uma conversão em local proibido, resultando em uma colisão que causou a morte de três pessoas.
Para ele, o aumento da fiscalização nas estradas norte-americanas é uma forma de garantir que criminosos não coloquem em risco a segurança das rodovias do país. O executivo também ressalta que a escassez de motoristas de caminhão no país não se deve à falta de profissionais; mas sim à necessidade de qualificações para norte-americanos.
“Não faltam nos Estados Unidos pessoas que buscam carteiras de motorista profissionais (CDL). O que nos falta são motoristas qualificados que atendam aos altos padrões de profissionalismo e segurança que nossa indústria espera e que a lei exige. Qualificado significa que você fala inglês, lê placas de trânsito, entende as regras de segurança e respeita nossas leis. Qualificado significa que você não está abusando de álcool ou drogas. Qualificado significa que você obteve sua CDL da maneira certa — não por meio de um processo de aprovação automática em algum estado que faz vista grossa”, disse Spear.
Apesar das exigências federais, o caminhoneiro envolvido no acidente, Harjinder Singh, fez vários testes após o ocorrido, e reprovou, não conseguindo entender placas de trânsito, nem perguntas de oficiais que realizam as investigações.
Enquanto as investigações desse caso estão sendo feitas, a emissão de novas CDL’s para motoristas de caminhões estrangeiros está suspensa.
“Até que saibamos onde estão ocorrendo falhas no sistema e até que a fiscalização seja intensificada, adicionar mais motoristas a um processo de supervisão falho só aumenta o risco para o público nas estradas. Não toleraremos que os estados sigam suas próprias regras. Os riscos são muito altos”, disse o presidente da ATA.
O executivo também destacou que casos como esse acidente acabam manchando a imagem de todos os motoristas profissionais da América do Norte, apesar de ser uma minoria que não é devidamente qualificada. É por isso que a fiscalização deve ser mais rígida.
“Continuaremos a lutar por uma aplicação rigorosa das regulamentações federais, para que os estados cumpram suas obrigações. A segurança do público automobilístico não é negociável. Os Estados Unidos dependem do transporte rodoviário, e o transporte rodoviário só funciona com segurança quando profissionais qualificados estão ao volante. Reduzir o nível de exigência não ameaça apenas o transporte de cargas. Ameaça vidas”, finalizou ele.
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