Vendas de caminhões tem queda acentuada em agosto

De acordo com dados levantados pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, as vendas de caminhões no Brasil no mês de agosto tiveram uma queda acentuada. Para a entidade, além de menos dias úteis no mês, as vendas são impactadas pela baixa disponibilidade de crédito, com juros mais altos, o que faz os transportadores evitarem as compras.
“O crédito segue caro e as empresas continuam seletivas nos investimentos. O agronegócio não favorece esse segmento, que reage quando as condições melhoram, mas estão enfrentando desafios importantes neste ano”, afirma Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave.
De acordo com a Fenabrave, foram vendidos 8.805 caminhões em agosto, número 15,73% menor do que o registrado em julho, quando haviam sido vendidos 10.448.
O número também é 21,73 menor do que o registrado em agosto de 2024, quando foram emplacados 11.249 caminhões novos.
Nas vendas totais, levando em consideração a soma das vendas de todos os meses do ano até agosto, a queda é de 6,64%. Nesse ano, as vendas totalizaram 72.267 unidades, ante 77.403 do mesmo período do ano passado.
Vendas por marca
Volkswagen é a marca que mais vende caminhões no Brasil, seguida da Mercedes-Benz. Juntas, as duas empresas já totalizam mais de 38 mil unidades vendidas, ou 53% do total emplacado no país.
Volvo fica com a terceira colocação, seguida de Scania, Iveco e DAF.
Caminhões
Nesses últimos meses, o caminhão mais vendido mudou de figura. O VW Delivery 11.180 já tem quase mil emplacamentos a mais que o Volvo FH 540, que era o caminhão mais vendido do país.
Outro Volvo, o VM 290, é o terceiro colocado, e Accelo 1017, da Mercedes-Benz, fica com a quarta posição. O DAFXF 530 fecha a lista dos cinco mais vendidos.
Elétricos
As vendas de caminhões elétricos também estão em baixa, com redução de 28,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e agosto foram registradas vendas de 238 caminhões elétricos, a maioria leve e médio, ante 334 do mesmo período de 2024.


