Faltam 200 mil caminhoneiros nos Estados Unidos

Imagem de Road Legends

Faz mais de seis meses que o Governo dos Estados Unidos endureceu as regras para motoristas profissionais imigrantes. Os casos ganharam repercussão mundial após uma série de acidentes envolvendo caminhões dirigidos por imigrantes e automóveis onde acabaram morrendo cidadão americanos.

Havia uma forma fácil de se tornar caminhoneiro nos Estados Unidos. Os imigrantes entravam no país de forma ilegal e solicitavam asilo, alegando perseguição política ou religiosa em seus países de origem. O processo para análise dos pedidos era extremamente moroso, até mais de cinco anos.

Nesse tempo de espera, os imigrantes recebiam documentação norte-americana, e poderiam obter a Commercial Driver’s Licence. Com o documento, eles podiam trabalhar como caminhoneiros em empresas, até que a análise do pedido de asilo saísse.

Só que foi aí que isso se tornou um problema. Milhares de imigrantes entraram no país nos últimos anos, e o número de pedidos de asilo explodiu. A Administração atual, do Presidente Trump, interrompeu as solicitações de asilo, e todo imigrante considerado ilegal passou a ser perseguido e preso. Incluindo os caminhoneiros.

Com isso, milhares de motoristas profissionais foram tirados das estradas, e estimativas apontam que o número de vagas em aberto, que não serão preenchidas por falta de profissionais, ultrapassa as 200 mil.

Esse número equivale a praticamente 5% da força de trabalho total do setor de transportes nos Estados Unidos.

Agora, são poucos os países autorizados a obterem vistos de trabalho nos EUA, e os custos subiram mais de 10 vezes.

Com isso, a cadeia logística dos EUA sofre com aumento de custos e a escassez de motoristas disponíveis só deve fazer o problema piorar.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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