Nos Estados Unidos, a International é uma grande fabricante de caminhões, mas fica abaixo, em vendas, de gigantes como Freightliner, Paccar e Volvo. Nos últimos anos, a International passou a fazer parte do Grupo Traton, e essa colaboração tem feito a atenção dos transportadores se voltarem novamente para a empresa.
Atualmente com cerca de 15% do mercado de caminhões pesados nos Estados Unidos, a International conseguiu ampliar sua margem de vendas nos últimos dois anos, com a chegada do novo trem de força S13, que usa a plataforma modular CBE (Common Base Engine) da Scania, baseada na linha Super.
Mas, apesar dessas novidades, a cabine usada nos modelos da marca ainda é a mesma utilizada desde a linha ProStar, que foi apresentada ao mercado norte-americano em 2006. Essa cabine passou por melhorias com a chegada da linha LT, há dez anos, mas a estrutura segue inalterada. Pelo menos até agora.
Usando a colaboração com as marcas irmãs dentro do Grupo Traton, especialmente Scania e MAN, a International deve lançar em breve uma linha de cabines completamente renovada, com o novo trem de força S13, ficando mais próxima dos concorrentes.
As principais mudanças serão na largura. Hoje a cabine International é mais estreita que suas concorrentes de Classe 8, reduzindo o espaço interno, especialmente para o caminhoneiro se movimentar.
Para reconquistar o mercado, a empresa planeja lançar modelos focados no ambiente de trabalho e vida do motorista, e isso exige que a cabine seja projetada de dentro para fora.
Além disso, o design de elementos como painel, volante, assentos e outros acabamentos internos devem ser completamente melhorados, trazendo o conhecimento empregado há décadas nos modelos mais confortáveis vendidos pelas marcas europeias do Grupo Traton.
Por fora, as mudanças serão ainda mais profundas, especialmente na questão aerodinâmica. Há vários anos, modelos de teste da marca circulam pelas estradas dos Estados Unidos, ainda totalmente camuflados.
O lançamento da nova geração de cabines ainda não tem uma data exata para ocorrer, mas tudo leva a crer que deve acontecer nos próximos meses.
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