Quem dirige um caminhão antigo
Conduz um pedaço da história.
Acredite nisso que eu digo.
Esses estradeiros tiveram seus dias de glória.
O Brasil é um País de extremos.
Na mesma pista, caminhões novos e raridades.
Respeitar esses veteranos do trecho nós temos.
Dos caminhões sejam quais forem as idades.
FNM essa força bruta da indústria nacional.
Como não falar dos caminhões Ford.
Chevrolet Brasil uma marca tradicional.
Quando lembro dos Dodge a saudade me morde.
A Scania chegou com imponência.
Primeiro com os famosos jacarés.
Depois as caras chatas esbanjavam potência.
O motor era V8, mas os brutos, nota dez.
Mercedes Benz, essa conhecida marca.
Na produção de caminhões teve excelência.
A linha cara chata reinava, um monarca.
Caminhões esbanjando potência.
A linha Volvo sempre presou pela resistência.
Caminhões eram extremamente robustos.
No motor não faltava força, sobrava potência.
Caminhão que dava lucro e poucos custos.
Os Fiat 180 e 190 turbo, da marca italiana.
Depois passaram para a família Iveco.
Caminhões para subidas e estradas planas.
O ronco do motor de longe fazia eco.
O ícone Mercedinho cara chata.
O L312, chamado de Torpedo.
Cortando estradas em meio a mata.
O Mercedes LP 331 já na lida logo cedo.
Todos esses caminhões merecem respeito.
Deram ao trecho sua contribuição.
De rodarem por essas estradas tem direito.
Ainda carregam o progresso de nossa Nação.
Autor: Roberto Dias Alvares
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