Lá no Porto de Paranaguá.
Dos contêineres, a movimentação.
Cavalinhos andando para lá e para cá.
São valentes e necessários cada caminhão.
Um Mercedes cara chata.
Com seus quarenta anos de idade.
Executa essa tarefa, para alguns ingrata.
Seu motorista o dirige com habilidade.
Cavalinho LP trezentos e vinte e um.
Puxar contêiner para ele não cansa.
Mudar de vida, para o dono, de jeito nenhum.
Frete curto, viagem próxima, levava vida mansa.
Esse cavalinho encarava qualquer tempo.
Com semirreboque prancha, cumpria a função.
Tinha no terceiro eixo, valioso implemento.
Por onde passava era uma grande atração.
Tudo que é bom um dia chega ao fim.
No puxa do contêiner exigiram caminhão novo.
O motorista que se chamava Serafim.
Comprou um caminhão Volvo.
O Mercedinho foi comprado pelo Raul.
Rapaz jovem, espírito aventureiro.
Reformou a cabine, manteve a cor azul.
Ia por pra viajar o estradeiro.
Caprichou na tapeçaria do bruto.
Conforto que o motorista necessita.
Iria transportar qualquer tipo de produto.
Motor potente, ao acelerar, a turbina grita.
Levando móveis, eletrodomésticos ou colchões.
Raul viveu muitas aventuras naquela cabina.
Quantas viagens, muitas emoções.
Em cada viagem levava na boleia uma menina.
Dividindo espaço com grandes composições.
Bitrens, carretas e rodotrens de grande porte.
O cavalinho Mercedes honra suas tradições.
Vai levando carga e pelo Brasil fazendo transporte.
Caminhão antigo tem ainda muita utilidade.
Basta cuidar e manter o estradeiro em dia.
O Mercedes Benz mantém sua vitalidade.
Pequeno no tamanho, mas é uma usina de energia.
AUTOR: ROBERTO DIAS ALVARES
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