Mas, o que era um mar de rosas se mostrou um território mais duro, difícil de ser trilhado, e a previsão de mais caminhões no país não se concretizou. Com isso, apenas DAF e Foton seguiram projetos de produzir no país. Em destaque a DAF, do Grupo Paccar, que em pouco tempo ergueu sua bandeira nos Campos Gerais, em Ponta Grossa-PR, e iniciou a produção do XF 105, carro chefe da marca, e que tem as vendas continuamente crescendo. A marca já passou dos mil caminhões vendidos, e atualmente produz dois modelos, o XF 105 e o CF 85.
E as outras montadoras? Bem, ficaram apenas no planos.
A International chegou a vender caminhões produzidos no Brasil. Em 2014 foram 954 caminhões vendidos. Em 2015, apenas 67. E ano passado 74 caminhões. A montagem dos caminhões, que era feita também em parceria com a Agrale, foi transferida para Canoas-RS em 2013, e agora está parada. A marca quer voltar ao mercado, mas a situação atual do mercado de caminhões no Brasil não permite. A marca também apresentaria um novo modelo ao Brasil, o AeroStar, derivado de um caminhão Mahindra, que foi apresentado na Fenatran de 2013, mas foram apenas planos. A marca produziu no Brasil o 9800i e o DuraStar.
Os últimos caminhões da Shacman, zero quilômetro, estavam em portos do país, e recentemente foram leiloados pelo Comex, por preços muito abaixo dos valores de mercado.
Restou agora, aos proprietários dos caminhões vendidos por essas montadoras que não se firmaram no país, a dura missão de manter os veículos rodando. Não é incomum, infelizmente, ver esses caminhões desativados, desmontados, doando peças à caminhões que ainda rodam. Ou ainda caminhões rodando, com motores e outras peças de marcas conhecidas no Brasil.
Outras montadoras, mais tradicionais do país, também apresentaram planos ambiciosos de expansão, que foram contidos com a queda no mercado. A Volvo, por exemplo, traria uma nova marca do grupo ao Brasil. Poderia ser a Renault Trucks, ou a Mack, mas desistiu do projeto em 2014.
Não é a primeira vez que montadoras chegam ao país, vendem caminhões e depois vão embora. E também não deve ser a última. Mas esse cenário mostra que as empresas que planejam se instalar no país devem vir mais preparadas para enfrentar as marés econômicas e a instabilidade das leis e normas no nosso país.
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