O Arla 32 é um aditivo baseado em Ureia, e é injetado no sistema de escapamento dos caminhões equipados com a tecnologia SCR, reduzindo a emissão de óxidos de nitrogênio, extremamente danoso à saúde humana.
Além das fraudes do sistema, há empresas que vendem o aditivo com qualidade duvidosa, sem certificação do Inmetro, o que compromete a redução dos poluentes e também causa desgaste prematuro no sistema do caminhão, pois pode conter contaminantes.
O resultado disso, segundo o diretor adjunto da Afeevas, Elcio Farah, são perda de potência, danos ao sistema mecânico do veículo e aumento da poluição. “É questão de tempo para o veículo ter problemas no sistema, até ficar inoperante. Um produto de má qualidade ou diluído começa a criar cristais no catalisador até bloquear totalmente o sistema”, explica.
A preocupação da entidade, é que com o atual deficit, o Proconve P7/Euro 5 deixa de ser eficaz. O número ideal dessa defasagem seria abaixo dos 20%. As fraudes do sistema, se constatadas por agentes de trânsito, como a PRF ou Ibama, podem resultar em multa e apreensão do veículo até a regularização. O Ibama também alerta que a instalação de sistemas que burlem os sensores do caminhão caracterizam crime ambiental. A multa pode chegar a até R$ 50 milhões.
O Projeto de Lei 6057/16, do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), prevê punições ainda maiores a quem utilizar qualquer artificio para burlar o sistema de Arla de caminhões e ônibus. O projeto está em analise na Câmara dos Deputados.
“É uma fraude praticada por motoristas, transportadoras e oficinas mecânicas, com o objetivo de economizar, mas que coloca em risco o meio ambiente e a saúde de milhões de brasileiros, o que demanda punição condizente com a gravidade do ato praticado”, observa Jerônimo Goergen.
Já os caminhoneiros alegam que o valor do litro de Arla 32 está muito acima do que a categoria tem condições de pagar, o que acaba aumentando demais o custo do frete, e os caminhoneiros acabam isolando o sistema para evitar prejuízos. Não há nenhum tipo de incentivo ou subsídio sobre o preço do Arla 32.
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