Empresa curitibana desenvolve linha revolucionária para cadeirantes interessados em dirigir




A última pesquisa do IBGE aponta que aproximadamente dois milhões de brasileiros sofrem com alguma deficiência física, sendo 46% com grau intenso ou muito intenso de limitações. Entre as dificuldades encontradas pelas pessoas com deficiência e suas famílias, o transporte é uma das grandes preocupações. Diante dessa dificuldade, uma empresa de Curitiba criou uma linha de equipamentos para veículos especialmente desenvolvida para pessoas com deficiência física.

A marca Adapter Pro surgiu quando o irmão do empresário Sandro Cruppeizakim, cadeirante desde o nascimento, fez 18 anos e demonstrou interesse em dirigir. Há 30 anos Sandro e sua família são proprietários de uma das mecânicas mais tradicionais de Curitiba e foi lá que nasceu o projeto que está revolucionando a vida de muitos cadeirantes.

“Quando meu irmão falou que gostaria de dirigir, comecei a fazer adaptações caseiras em equipamentos que já existiam. Com isso, já que o carro-chefe do meu negócio é a mecânica, fui atrás de apoio especializado, como do Sebrae e do Senai. Aos poucos fomos profissionalizando a produção e assim nasceu a Adapter Pro”, conta Sandro.

Trata-se de uma linha de produtos composta por um acelerador e freio com acionamento manual, um inversor de pedal do acelerador – para quem possui dificuldades com o membro direito – e uma rampa desmontável de acesso a veículos. A Adapter Pro conta ainda com um equipamento inovador que está em fase de desenvolvimento: um banco de carro que se transforma em cadeira de rodas.

Toda a linha foi desenvolvida em parceria com o premiado escritório de design DDID, especialista em projetos que aliem beleza, usabilidade e redução de custos. “Os produtos são os mais modernos do mercado e realmente facilitam a vida do cadeirante. São leves, com materiais altamente tecnológicos e design atual. A inserção do design na linha Adapter Pro conseguiu reduzir em 30% os custos que o Sandro tinha anteriormente com a produção”, diz Rodrigo Dangelo, CEO da DDID.




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