Nos anos seguintes, a empresa estatal, para não fechar, passou a fabricar peças para máquinas e eletrodomésticos, como geladeiras. Foi só em 1949 que a verdadeira vocação da FNM foi encontrada: a produção de caminhões.
Em uma parceria firmada com a empresa italiana Isotta Fraschini, a FNM importou componentes e tecnologia para montagem de um caminhão médio, para 7,5 toneladas de carga. Era o FNM D-7.300, modelo de cabine semi-avançada, com opções de chassi rígido e cavalo-mecânico, sempre em versão 4×2.
Os caminhões foram enviados para o Brasil em CKD, parcialmente desmontados, e foram finalizados na fábrica da FNM, em Xerém, no Rio de Janeiro. Algumas modificações foram feitas para adequar o Isotta Fraschinni D80 ao território brasileiro, como a mudança do lado da direção, que era direita na Itália.
O motor era diesel, batizado de I6, com seis cilindros em linha de quatro tempos, com 7,3 litros de cilindrada, e 95 cavalos de potência a 1.900 rpm.
Infelizmente, por problemas financeiros, a Isotta Fraschinni interrompeu o envio dos kits CKD para o Brasil, e apenas as 200 unidades iniciais do modelo foram produzidas.
Das duzentas unidades do D-7.300 produzidas, infelizmente não há notícia de nenhuma sobrevivente.
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