E não são pouco acidentes no local. São tantos, que em 2014, a curva foi considerada a mais perigosa da América do Sul pelo jornal italiano Corriere Della Sera. Após a reportagem, foram instalados radares no local, que reduziram os acidentes.
Em uma serra com declive forte, como o trecho entre Curitiba e Joinville, se os freios do caminhão forem usados em excesso, acontece o superaquecimento do sistema, que acaba por fazer o veículo ficar totalmente sem freios. Com isso, qualquer curva é perigosa.
Nesse caso, a melhor solução é uma área de escape. Nela o caminhão entra em qualquer velocidade e atola rapidamente em uma caixa repleta de argila expandida. O caminhão para rapidamente, e não sofre danos.
Outro acidente no mesmo local
No km 671 da rodovia já existe uma área de escape, que evitou dezenas de acidentes desde que foi inaugurada, em 2011. A Arteris Litoral Sul já trabalha na construção de outra área de escape, no km 667,3, pouco antes da Curva da Santa, para evitar que mais acidentes como esse aconteçam.
O investimento total será de quase R$ 20 milhões, e a obra deve ser entregue até setembro deste ano.
O custo é baixo, se considerado o número de acidentes que podem ser evitados. Essa acidente, que ocorreu nessa semana, causou derramamento de um tipo de herbicida, que vazou e contaminou o solo e um rio que passa próximo.
Outro ponto é que essas áreas de escape tinham que ter a liberação ambiental menos demorada. Algumas licenças levam anos para serem aprovadas, enquanto muitas vidas vão se perdendo pelas curvas da estrada.
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