Aumento do biodiesel no diesel é desaconselhado por montadoras

Medida aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética em novembro de 2018 prevê o aumento gradativo da mistura do biodiesel ao diesel, passando dos atuais 10% para 15% em 2023. De acordo com a medida, haverá aumento de 1% todo ano, no mês de março. A Abiove publicou nota sobre o assunto, que pode ser acessada no link: https://wp.me/p1R9wz-zRx.

Nessa semana, a Anfavea emitiu uma nota para o Ministério de Minas e Energia desaconselhando o aumento da mistura. De acordo com testes realizados pelas principais montadoras de caminhões do país, o aumento do biodiesel pode causar problemas nos veículos e aumentar a emissão de poluentes.

De acordo com a Anfavea, com o aumento, os veículos poderão apresentar danos ambientais, aumento do custo operacional para o transportador e impactos para a segurança do veículo. Principalmente para a frota em circulação, que não está adaptada para o novo teor de biodiesel.

Entre os problemas que esse aumento pode causar, estão o aumento na emissão de óxidos de nitrogênio (NOx), redução do tempo entre as trocas de óleos e filtros, entupimento de filtros e bicos injetores, aumento do consumo, desgaste de peças do motor, aumento da formação de borra no tanque de combustível, já que o biodiesel nesse teor tem baixa estabilidade à oxidação.

Os veículos também não conseguirão atender a legislação atual de emissões, estabelecida pelo Proconve.

O governo ainda não se pronunciou sobre os prazos para aumento da mistura do biodiesel.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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