Para a logística empresarial funcionar a pleno vapor é necessário usar o caminhão que ofereça o melhor custo-benefício em 5 fatores:
Com as informações deste artigo, você conseguirá identificar qual modelo de caminhão atende melhor os 5 fatores que listamos acima.
Confira abaixo tudo sobre veículos utilitários, VUC, caminhão semipesado, pesado e as carretas!
#1 Veículos Utilitários
Definir os veículos utilitários é uma tarefa difícil. O motivo é que o termo “utilitário” nos transportes passou a mudar com a aplicação dele para veículos de família grandes (as SUVs). Os food trucks também são considerados utilitários.
Apesar disso, no que concerne a logística, os veículos utilitários são os furgões, vans e picapes. Embora não sejam “caminhões”, colocamos aqui no artigo, pois são cruciais no transporte para os pequenos negócios.
Dimensões dos veículos utilitários
Devido à diversidade de veículos que encaixam nessa categoria, as dimensões e capacidade de carga entre modelos varia drasticamente.
Por isso, confira as dimensões médias dos furgões, vans e picapes abaixo:
Furgão
Van
Picape
Prós dos utilitários
Contras dos utilitários
#2 VUC: Veículo Urbano de Carga (¾)
O Veículo Urbano de Carga (VUC) é um modelo eficiente para as grandes metrópoles. Em uma cidade enorme como São Paulo com 20 milhões de habitantes, o VUC consegue fazer entregas rapidamente e ainda escapa das restrições municipais para outros caminhões. É também conhecido como caminhão ¾.
Dimensões do VUC
Embora a capacidade de carga seja igual em todo o Brasil (3 toneladas), o comprimento e largura do VUC muda em cada município do país. O motivo é que a lei que define o VUC é definida por cada cidade e não tem cobertura nacional.
Confira abaixo as dimensões da VUC em algumas capitais brasileiras:
| CIDADE | LARGURA (M) | COMPRIMENTO (M) |
| Salvador (BA) | 2,2 | 6,5 |
| Rio de Janeiro (RJ) | 2,6 | 6,5 |
| Recife (PE) | 2,3 | 6 |
| São Paulo (SP) | 2,2 | 7,2 |
| Curitiba (PR) | 2,2 | 7 |
| Belo Horizonte (MG) | 2,3 | 6,5 |
| Fortaleza (CE) | 2,2 | 6,3 |
Prós do VUC
Contras do VUC
História do VUC
Quando a cidade de São Paulo estabeleceu a Zona de Máxima Restrição de Circulação (ZMRC) em 1986, os caminhões pesados não podiam mais transitar no município.
Assim havia uma brecha: a cidade precisava do transporte de mantimentos para funcionar, mas proibiu os caminhões convencionais, pois estavam causando congestionamento.
A prefeitura de São Paulo se reuniu com comerciantes e montadores de veículos para pensar em um novo tipo de veículo. Após muito debate, o VUC foi criado em 1997 e desde então pode circular livremente pela capital paulista.
A experiência de São Paulo deu tão certo que outras cidades também implementaram zonas de restrição e liberaram o VUC para circulação. Infelizmente isso criou um problema de falta de uniformidade na legislação – cada cidade possui regras diferentes para as dimensões máximas do VUC e assim um modelo de São Paulo não pode circular em Recife, por exemplo.
Dessa forma, as montadoras precisam criar vários modelos, aumentando os custos de produção em vez de criarem apenas um tipo de VUC com abrangência nacional.
#3 Caminhão semipesado (toco)
O semipesado é um caminhão muito popular no Brasil. Para se ter ideia, o modelo de caminhão mais vendido ano passado foi o semipesado Constellation da Volkswagen.
O motivo é a compatibilidade com diversos tipos de carga e carrocerias como baú, slider, frigorífico e tanque. Além disso, sua capacidade de carga é a medida certa para muitas indústrias nacionais.
Dimensões do semipesado (toco)
Os caminhões semipesados podem carregar até 6 toneladas de carga e possuem 2 eixos e 14 metros de comprimento.
Prós do semipesado (toco)
Contras do semipesado (toco)
História do semipesado (toco)
O primeiro caminhão dessa categoria no Brasil foi o L-312 da Mercedes-Benz, lançado em 1956. Era carinhosamente chamado de “torpedo” devido ao formato “narigudo” e carregava até 6 toneladas de carga.
Depois, foram lançados caminhões que não seriam “semipesados” hoje, mas que na época preenchiam esse papel. São os modelos L-1111 e L1113 da Mercedes-Benz, que carregavam até 7 toneladas (1 tonelada a mais que permitido por lei hoje).
Os fabricantes Ford, Scania e Volvo também disponibilizavam caminhões toco há anos no Brasil: modelos populares eram o F-7000 (Ford, 1977), L-111 (Scania, 1976) e Titan (Volvo, 1953).
#4 Caminhão pesado (truck)
Esse modelo é chamado de 6×2, porque tem 6 rodas e dois eixos tracionados pelo motor. Existe um terceiro eixo que não é motorizado, mas fornece estabilidade para todo o caminhão.
Dimensões do pesado (truck)
A maioria dos modelos possui até 14 metros de comprimento, 2,2 metros de largura, 3 eixos e carrega até 14 toneladas.
Prós do pesado (truck)
Contras do pesado (truck)
#5 Carreta
Esse tipo de caminhão é diferente dos outros, no sentido em que sua definição depende tanto do caminhão “em si” mais o tipo de semi-reboque que está transportando.
Cavalo Mecânico
É uma cabine com eixo simples. Esse caminhão é compatível com dois tipos de carreta:
Cavalo Mecânico Trucado (LS)
É uma cabine com eixo duplo. Com isso, consegue carregar mais carga. Com ele é possível ter várias “combinações” com semi-reboques:
Dimensões da carreta
Devido à grande quantidade de combinações possíveis, as carretas podem variar entre 16 até 30 metros.
Por isso, estão entre os caminhões mais qualificados para grandes cargas já que a quantidade de semi-reboques pode ser alterado conforme a necessidade da transportadora.
A capacidade de carga varia entre 52 até 77 toneladas, a maior entre todos os caminhões.
| TIPO DE VEÍCULO | EIXOS | COMPRIMENTO MÁXIMO (M) | CAPACIDADE MÁXIMA DE TRANSPORTE (TON.) |
| VUC (3/4) | 2 | 7,2 | 3 |
| Toco | 2 | 14 | 6 |
| Truck | 3 | 14 | 14 |
| Cavalo Mecânico Simples | 2 | Conforme o semirreboque | Conforme o semirreboque |
| Cavalo Mecânico Trucado | 3 | Conforme o semirreboque | Conforme o semirreboque |
| Conjunto Carreta 2 eixos + Cavalo Mecânico Simples | 4 | 18,15 | 33 |
| Conjunto Carreta 3 eixos + Cavalo Mecânico Simples | 5 | 18,15 | 41,5 |
| Bitrem | 7 | 19,80 | 57 |
| Rodotrem | 9 | 30 | 74 |
Prós da carreta
Contras da carreta
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