De acordo com o presidente, houve uma ligação ao Presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, mostrando preocupação com o valor total do aumento, acima da inflação do período. O presidente ainda afirmou que a politica de preços da Petrobras é de mercado aberto, sem intervenção do governo na economia.
Ainda segundo Jair Bolsonaro, ao ouvir as ponderações via telefone, o Presidente da Petrobras, suspendeu temporariamente o reajuste. Jair Bolsonaro convocou uma reunião com todos os responsáveis pela política de preços da Petrobras, juntamente com os ministros da Economia, Infraestrutura e Minas e Energia.
Após o anúncio do cancelamento do reajuste da Petrobras, o Ministério de Minas e Energia publicou uma nota, em que nega que tenha acontecido qualquer intervenção do governo no reajuste do diesel. De acordo com o ministério, não há qualquer tipo de tabelamento nem fixação de valores máximos e mínimos, ou qualquer exigência de autorização oficial prévia para reajustes. A nota informa que a Diretoria Executiva da Petrobras possui a autonomia de definir sua política de preços em relação aos produtos da Companhia.
Na Bovespa, as ações da Petrobras despencaram 7%, fazendo a estatal perder cerca de R$ 30 bilhões em valor de mercado. A movimentação no mercado financeiro foi tão grande após esse anúncio de cancelamento do reajuste, que o dólar subiu ao valor mais alto em duas semanas.
Na próxima terça-feira acontecerá a reunião entre o governo federal e a direção da Petrobras, buscando entendimento sobre composição de custos do combustível no país. Bolsonaro disse que a preocupação maior com os aumentos do valor do diesel é o impacto que esses reajustes terão no setor de transportes, afetando principalmente os caminhoneiros autônomos.
“E eu estou preocupado com o transporte de carga no Brasil, com os caminhoneiros. São pessoas que realmente movimentam as riquezas de Norte a Sul, de Leste a Oeste, que têm que ser tratadas com o devido carinho e consideração. E nós queremos um preço justo para o óleo diesel”, disse o presidente em entrevista coletiva.
Entre 2008 e 2014, o governo da ex-presidente Dilma Rousseff usou uma política de congelamento de preços da Petrobras, com reajustes defasados, como forma de segurar a inflação. Essa medida populista custou bilhões à Petrobras, e os prejuízos foram repassados para o valor dos combustíveis após 2014.
Privacidade e cookies: Esse site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, acesse nossa página de política de privacidade
Leia mais