Entre as medidas discutidas em mais de quatro horas de reunião, estão a inclusão de um gatilho na tabela de fretes para compensar as variações do valor do diesel automaticamente, fiscalização maior e mais intensa sobre o cumprimento do piso mínimo de fretes, com a celebração de um termo de compromisso com as entidades representantes da categoria para tornar mais efetiva a fiscalização.
Também será estudada a possibilidade de eliminação de multas, consideradas desnecessárias para os caminhoneiros. O governo também voltou a anunciar que irá testar no Espírito Santo o novo Documento Eletrônico de Fretes, que irá acabar com a possibilidade do não pagamento do piso mínimo.
“A construção dessa agenda vai amortecer o efeito do diesel, vai fazer com que o dinheiro sobre na contratação de cada frete e vai fazer com que a referência de preço seja praticada”, disse o ministro Tarcísio Gomes de Freitas. “Estamos com uma agenda sólida, que está sendo construída com base numa conversa e nos pleitos dos caminhoneiros”.
A reunião serviu para formalizar o compromisso que o governo federal tem com as pautas dos caminhoneiros. Os assuntos tratados na reunião já vem sendo discutidos desde a eleição do Presidente Jair Bolsonaro, mas no momento atual existiam ameaças de uma paralisação de caminhoneiros pela morosidade do governo.
Durante a reunião, o Ministro Tarcísio foi enfático ao ressaltar que essas medidas levam tempo para serem implementadas, já que os problemas no transporte rodoviário se arrastam há muitos anos, e nunca foram tratados com a devida atenção pelos governos anteriores.
Após a reunião, os representantes dos caminhoneiros pediram calma aos motoristas de caminhão de todo o país, já que houve o comprometimento do governo em resolver essas questões. Ou seja, não ocorrerá nenhuma paralisação de caminhoneiros no país no próximo dia 29 de abril, conforme estava sendo afirmado em alguns portais de notícias. Os caminhoneiros estavam contrários à essa greve desde que começou a ser divulgada.
Em uma coletiva de imprensa na noite de ontem, após a reunião, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou que o governo tem atuado de forma “proativa” no gerenciamento das demandas dos caminhoneiros e que o presidente Jair Bolsonaro não vê motivos para uma greve da categoria.
“O governo tem atuado de forma proativa no gerenciamento dessa negociação com os profissionais do setor de transporte rodoviário tão importantes na condução, por meio das artérias rodoviárias, da economia do nosso país. A expectativa do governo do presidente Jair Bolsonaro, que mantém diuturnamente um canal aberto de ligação com a categoria, é de que não há motivos para essa paralisação”, afirmou durante a coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.
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