Com a demanda de fretes em alta, muitas empresas de transporte vem um horizonte em que poderiam crescer, com investimentos amplos em frota e outras tecnologias, mas a escassez de mão-de-obra impede esse crescimento.
Esse é o caso da Transfrise, empresa da Espanha, que, em entrevista ao portal Todotransporte, disse que a empresa tem espaço para crescer, mas não consegue pela falta de motoristas.
Um dos grandes empecilhos para a contratação de novos motoristas são os salários, considerados muito baixos pelos caminhoneiros. Isso tem afastado possíveis candidatos da profissão. Josep Mora, gerente da Transfrise, disse que os caminhoneiros internacionais da Europa deviam receber 3.000 euros por mês, pelo menos, mas, se ele pagar isso aos motoristas, a sua empresa irá parar de ter rentabilidade.
A Transfrise, assim como muitas outras transportadoras, espera que novas políticas de incentivo à profissão de caminhoneiros sejam colocadas em prática em breve, para que novos motoristas, principalmente os jovens, queiram se tornar caminhoneiros.
Na Europa e em outros países mais desenvolvidos, o acesso à educação e a qualidade de vida alta tem afastado os jovens da profissão de motorista profissional, já que os salários são considerados muito baixos e a profissão é muito custosa, com muito tempo longe de casa, falta de estrutura nas rodovias e outras dificuldades.
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