Caminhões a gás da Scania tem níveis elevados de segurança

Na última semana, a Scania anunciou a produção nacional de caminhões movidos a gás natural veicular (GNV) ou biometano. Algumas unidades já rodam em testes, como uma que está com a empresa Citrosuco, sendo operada pela Morada Transportes, realizando uma rota entre Matão e o Porto de Santos, em São Paulo.

Além de toda a tecnologia dos caminhões a gás, que funcionam com motores ciclo Otto, com velas de ignição, os novos modelos tem um sofisticado sistema de segurança, que dá ao gás, que está nos cilindros do veículo, uma segurança igual ou maior do que o de um veículo a diesel.

Toda a estrutura de válvulas e saída do gás fica na parte traseira dos cilindros, que são dotados de diversos sensores, que atuam caso haja qualquer redução de pressão, mudança de temperatura ou dano físico aos tanques.

Esses sensores abrem válvulas que liberam o gás, até que a pressão interna não apresente mais perigo. Todas as informações sobre o gás, sensores e válvulas são mostradas no painel do caminhão.

O funcionamento desses sensores se dá em qualquer situação de risco, como acidentes, choques físicos nos tanques e válvulas, como estouro de um pneu, e em caso de incêndio no veículo.

Apesar da Scania estar iniciando a trajetória dos caminhões a gás no Brasil agora, essa já é uma tecnologia consagrada na Europa, com mais de 3 mil caminhões vendidos. E lá nunca houve nenhum registro de acidente causado pelo gás ou pelos sistemas do veículo.

Por conta da tecnologia e modularidade dos processos de fabricação da Scania, os caminhões que serão fabricados aqui e os fabricados na Europa são quase que exatamente o mesmo produto, com diferenças pontuais para adaptação ao nosso território e nos bicos de abastecimento, que no Brasil seguem o padrão ABNT 1 e na Europa já são o ABNT 4.

Apesar de toda a segurança do caminhão, a regra básica é sempre seguir todas as recomendações do fabricante para operação do veículo. Isso se aplica a todos os caminhões, não somente aos movidos a gás.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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