Até o início do século 20, o transporte das grandes pedras era feito com carroças puxadas por bois. No final do século 19, uma ferrovia foi construída no local, e reduziu o esforço do gado no transporte. Porém, a partir de 1960, os caminhões viraram parte da paisagem no local.
Um dos motoristas que trabalham no local é Andrea Landi. Neto e filho de caminhoneiros que trabalharam na mesma operação, ele seguiu os passos dos mais velhos por considerá-los heróis.
“Tanto meu pai quanto meu avô dirigiram seus caminhões até as pedreiras e, na época, eles trabalhavam em condições muito mais severas”, diz ele. “Toda vez que eles voltavam para casa, eu via o fim de uma aventura épica”.
“Eles se tornaram figuras mitológicas e eu queria imitar seus feitos. Minha paixão nasceu ao ver suas dificuldades, sua luta constante contra a gravidade, contra os elementos e o terreno em que dirigiam, sem mencionar os riscos que a montanha impõe”, complementa o caminhoneiro.
Andrea trabalha em um imponente Scania G 500 XT 8×8. Apesar da operação do veículo ser muito mais simples do que antigamente, esse ainda não é um trabalho fácil.
Mesmo com um veículo de passeio não é possível fazer todas as curvas com uma única manobra. Com os caminhões, muitas vezes uma curva significa até cinco manobras para frente e para trás.
Em geral, os blocos de mármore são cortados da montanha com 3 metros de comprimento por 2 metros de largura e 1,6 metro de altura, e o peso varia entre 24 e 25 toneladas. Para distribuir o peso, duas grossas vigas de madeira são posicionadas na carroceria. Os blocos são presos no caminhão com cabos de aço.
Andrea é caminhoneiro, mas também dono de uma empresa com outros nove caminhões. Dois modelos 8×8, e os outros são 8×4, e operam em uma mina mais próxima.
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