Liderança dos caminhoneiros pede estabilização da tabela de fretes

Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (ABRAVA), enviou ofício ao Ministro Tarcísio Gomes de Freitas, do Ministério da Infraestrutura, pedindo a suspensão temporária do gatilho do diesel, presente na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC).

De acordo com o ofício, ““A suspensão do gatilho do diesel automaticamente congelará o preço mantendo os valores praticados antes da pandemia da covid-19 em relação ao diesel”. De acordo com a solicitação, a medida deve ficar restrita ao período da pandemia.

Com a suspensão do gatilho da tabela de fretes, os valor do frete não será baixado, já que os valores do diesel tem caído bastante no último mês, devido à baixa demanda mundial pelo combustível.

De acordo com a Abrava, a tabela de fretes já está defasada, e se for reajustada seguindo as recentes queda no valor do diesel, irá piorar a situação dos caminhoneiros.

“Há necessidade de evitar a queda abrupta do valor de frete mínimo a ser pago aos caminhoneiros autônomos uma vez que apesar da oscilação para baixo dos preços dos combustíveis observamos um aumento considerável no preço dos insumos que compõe o preço do transporte de cargas”, afirma a Abrava no documento.

A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) já havia aberto consulta pública sobre a tabela de fretes, visando alterar a tabela de fretes. De acordo com a Lei nº 13.703/2018, que regulamentou a PNPM-TRC, o valor dos fretes deve ser reajustado sempre que o valor do diesel oscilar mais de 10% em 30 dias, tanto para altas quanto para baixas do valor do combustível.

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Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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