A qualidade do ARLA 32 é fundamental, pois somente os produtos que atendem exatamente a especificação oficial são capazes de garantir a função correta do sistema. Além disso, o reagente tem data de validade, que deve ser respeitada. Um produto de má procedência leva à perda de eficiência do catalisador. “Usar ARLA 32 de origem duvidosa pode levar a problemas na formação adequada de amônia. Um exemplo é que pode ocorrer cristalização, entupindo a face do catalisador, o que gera um alto custo de manutenção e contribui para o aumento da poluição ambiental”, explica Miguel Zoca, gerente de Aplicação de Produto da Umicore.
Mais um ponto essencial é o alerta para uma prática notada no mercado, porém ilegal, que é o uso de emuladores. “Funcionando como um inibidor do sistema ARLA 32, o emulador é um dispositivo que manda um sinal para a central eletrônica como se o veículo estive abastecido de ARLA 32, burlando o sistema, pois não aciona o OBD para indicar que o reagente está em falta, o que compromete o funcionamento do controle de emissões, destaca Miguel Zoca. É importante salientar que rodar sem ARLA 32 ou com ARLA 32 adulterado, além de ser classificado como crime ambiente, pode levar à apreensão do veículo.
Outra dica importante é ficar atento ao sensoriamento do SCR. “Como é um sistema que possui bico injetor, sensores de pressão e sensor de NOx, é interessante verificar todas essas conexões, além do filtro de ar, de óleo, de combustível, e separador de água. Manter as inspeções do veículo em dia é um benefício não só para o meio ambiente, mas também para o bolso do motorista, pois quanto mais tempo sem avaliação para possíveis reparos, maior o custo”, finaliza o especialista da Umicore.
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