O IPTC destaca que 81% das empresa já percebe essa falta crítica, e ressalta que 34% delas enfrentam grande rotatividade de profissionais.
A pesquisa também mostra que as frotas de 38% das empresas tem caminhões parados por falta de profissionais.
O IPTC tem levantado dados relevantes sobre o transporte rodoviário, e pesquisas recentes mostram que o cenário nacional do transporte deve passar a enfrentar, cada vez mais, uma escassez de motoristas.
Isso se deve à uma considerável redução do número de emissão de carteiras de habilitação profissionais, nas categorias C, D e E, além da falta de interesse dos jovens em ingressar na profissão.
De acordo com o IPTC, o número de habilitações categoria C caiu 18,97% entre 2015 e 2019, representando uma redução de mais de 1 milhão de motoristas.
Não é de hoje que são reportadas as grandes faltas de motoristas em muitos países pelo mundo. Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Reino Unido e muitos outros tem passado pelo problema há vários anos.
Com as dificuldades da estrada, excesso de regulamentações e exigências dos governos e empresas, além do tempo longe de casa e salário considerados baixos, muitos motoristas tem abandonado a profissão, e os jovens, que antes substituíam profissionais que deixavam o volante, tem migrado para outros setores.
Esses países que vem enfrentando esses problemas há anos, tem tentado, sem muito sucesso, criar políticas de incentivo para entrada de novos profissionais no setor, principalmente jovens e mulheres.
Apesar disso, os resultados, se chegarem a acontecer, só virão a longo prazo, já que muitas vezes os governantes demoram a colocar as medidas em prática, e outras, que já estão sendo usadas, não tem surtido o efeito esperado.
Uma das formas para se encontrar novos motoristas dispostos a enfrentar as estradas é o aumento de salários. Isso já vem acontecendo no Brasil. De acordo com a pesquisa do IPTC, o valor médio dos salários é o mais alto da história para os motoristas.
Fora do Brasil, as empresas oferecem salários mais altos e diversas bonificações para os caminhoneiros, como pagamento de bônus por KM rodado, por tempo de empresa, e também para aqueles motoristas que conseguem atrair novos motoristas para a empresa.
No Brasil, até 2011, já se falava na falta de mais de 50 mil caminhoneiros. Com as seguidas crises econômicas que atingiram o país, esse panorama se reverteu.
Porém, como alertado pelo IPTC, a tendência já mudou novamente, agora para falta de caminhoneiros. Se algo não for feito pelos governantes, é provável que em breve estaremos noticiando grandes quantidades de caminhões parados por falta de motoristas, o que impacta significativamente, e de forma extremamente negativa, a economia do país como um todo.
O Setcesp realizou um mapeamento, apenas em São Paulo e regiões, apontando que as empresas da região tem mais de 500 vagas para motoristas em aberto. O departamento de Recursos Humanos do sindicato está recebendo e fazendo encaminhamento de currículos para essas transportadoras.
Se tiver interesse nas vagas, envie seu currículo para vagas@setcesp.org.br.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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