Apesar dos avanços que o projeto pode trazer, algumas lideranças dos caminhoneiros questionam o projeto, alegando que os motoristas autônomos e transportadoras poderão ser muito prejudicados pela redução da oferta de fretes nas estradas.
Por isso, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, destacou alguns pontos que trarão ganhos aos caminhoneiros, como aumento do fluxo de fretes de curta distância, que pagam mais pelo KM rodado, e causa menos desgaste no caminhão.
O presidente também salientou que os navio não chega na indústria, fazenda ou para o consumidor. Por isso, o número de fretes de entrada e saída dos portos poderá aumentar expressivamente.
“O PL BR do Mar pretende ampliar o volume de contêineres transportados por ano e baratear o produto na linha final para o consumidor no que depender de ações do Governo Federal, além de expandir em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos 3 anos”, disse o presidente.
Hoje, o transporte aquaviário responde por apenas 11% das cargas transportadas no país, com mais de 65% das cargas sendo transportadas por caminhões.
“O incremento de embarcações estrangeiras operadas por empresas constituídas sob as leis brasileiras, com sede e administração no Brasil, para o transporte de cabotagem, é imprescindível para afastar do mercado interno a volatilidade do mercado internacional, proporcionando um serviço de transporte interno com regularidade, estabilidade e previsibilidade de preços”, diz a justificativa que acompanha o projeto, que foi redigido pelo Governo Federal, e está, atualmente, na Câmara dos Deputados, sendo relatado pelo Deputado Federal Gurgel (PSL-RJ).
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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