“Nossa expansão na China será feita passo a passo e em ritmo com o desenvolvimento positivo das condições de mercado e a crescente demanda por veículos modernos com maior conteúdo de tecnologia que se seguirá. Até o final da década de 2020, faremos investimentos significativos para nos beneficiar desse desenvolvimento, bem como para estabelecer a China como a terceira etapa em nossa estrutura de produção global”, disse o presidente e CEO da Scania, Henrik Henriksson.
Para a Scania, o avanço da China em direção a um mercado mais aberto foi decisivo para essa decisão. A China tem aberto oportunidades para empresas estrangeiras abrirem operações no país, visando aumentar a concorrência, e também contribuindo para aumento da qualidade dos produtos e de práticas de sustentabilidade.
“Aumentar a presença no mercado chinês é crucial para o crescimento global da Scania e do Grupo Traton. Nossas operações no país serão gradualmente expandidas e desenvolvidas em uma unidade em grande escala na produção global da Scania e na estrutura de fornecedores. O objetivo não é apenas fazer da China nossa terceira etapa industrial, mas também um centro regional de vendas para outros mercados asiáticos”, diz Henriksson.
Além da linha de produção de caminhões no país, a Scania pretende criar um centro completo de Pesquisa e Desenvolvimento, visando desenvolver produtos e tecnologias exclusivas para o mercado chinês e de países próximos.
“Isso fortalecerá a competitividade internacional e a capacidade da Scania de ser líder em transporte sustentável, já que nossa presença oferece maior acesso às tecnologias de ponta e especialização em áreas como veículos elétricos e autônomos”, completou Henriksson.
A China é o maior mercado consumidor de caminhões, representando 40% das vendas globais, na casa dos milhões de unidades todos os anos. Na China, o domínio do mercado é de montadoras locais e estatais, mas os transportadores tem demandado cada vez mais caminhões com melhor desempenho, tecnologia, disponibilidade e qualidade, voltados à operações logísticas mais eficientes e sustentáveis.
Até o final deste ano, a Scania pretende vender, pelo menos, 12 mil unidades, todas importadas. Esse número é semelhante às vendas da Scania no Brasil, que atualmente é o maior mercado único da montadora.
Para estabelecer a operação na China, a Scania adquiriu a Nantong Gaokai Auto Manufacturing Ltd., empresa com práticas semelhantes às da Scania em relação ao ambiente de trabalho, desempenho ambiental e qualidade em todas as etapas da cadeia de produção.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
Privacidade e cookies: Esse site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, acesse nossa página de política de privacidade
Leia mais