A medida visa agilizar o transporte de cargas de grande porte, principalmente para o Porto de Santos, e também retirar a obrigação da escolta pela Polícia Militar Rodoviária, que acabava sobrecarregando a corporação.
Anteriormente, para qualquer movimentação de cargas de grande porte nas rodovias paulistas, as empresas precisavam de escolta da PMR. Entre janeiro e novembro deste ano, foram 287 pedidos de escolta à Polícia Militar Rodoviária, quase um por dia.
Para realização das escoltas por empresas privadas, será necessários que elas sejam devidamente credenciadas pela Polícia Rodoviária Federal, e também é necessária habilitação do DER-SP para operação nas rodovias estaduais.
“Além de dar agilidade no escoamento da produção, a medida libera a Polícia Rodoviária para as atividades essenciais de segurança de nossas estradas, como fiscalização e policiamento. A medida é mais uma ação do Governo João Doria para impulsionar a economia paulista”, disse o secretário João Octaviano Machado Neto.
Toda carga com dimensões superiores a 4,5 metros de largura, 5,3 de altura ou 35 metros de comprimento, além daquelas com mais de 100 toneladas de peso bruto total combinado precisa de escolta nas rodovias paulistas.
Além da desburocratização para o transporte de cargas superdimensionadas, o governo paulista testa a liberação de carretas com mais de 26 metros na descida da Serra da Rodovia Anchieta (SP 150), no trecho entre os km 40 e 55 da pista sul, que atualmente é proibida. A medida visa melhorar a eficiência logística das cargas com destino ao Porto de Santos.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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