Os novos caminhões FNM são desenvolvidos pela empresa Obvio!, que atua há mais de 20 anos, e tem grande conhecimento no desenvolvimento de veículos elétricos. O projeto dos caminhões FNM começou em 2018, e, entre abril e dezembro de 2020, as primeiras unidades foram montadas na fábrica da Agrale.
A produção dos modelos irá ocorrer na unidade 2 da Agrale, de onde deverão sair até 200 unidades por dia dos modelos 833, com PBT de 18 toneladas, e 832, com PBT de 13 toneladas. Além dos caminhões, a FNM deverá produzir vans elétricas e outros tipos de veículos futuramente.
O Blog do Caminhoneiro teve a honra de ser o primeiro veículo de imprensa especializado em caminhões a sentar na boleia dos novos FNM.
Ao embarcar no caminhão, o painel tradicional foi substituído por uma tela, que mostra todas as informações necessárias do veículo e também destaca a carga da bateria, que estava em 90% no teste que realizamos.
O caminhão é equipado com um motor elétrico de 350 cavalos de potência e 3.500 Nm de torque, que é acoplado à uma caixa de câmbio de duas marchas, que funciona como uma redução. Do câmbio para trás, o modelo usa cardã e diferencial iguais ao de caminhões diesel.
O acionamento da marcha é simples. Com o pé no freio, o motorista muda o seletor para a posição Drive, e já pode dirigir, a seleção da marcha no câmbio é feita de forma automática. Há também a posição Neutro e Ré, que também são selecionadas facilmente.
Ao pisar no acelerador, um leve toque é suficiente para movimentar o caminhão, mas a aceleração é mais forte que a de um caminhão diesel, já que todo o torque do motor é entregue logo na primeira rotação do motor. Se o motorista pisar fundo, o caminhão consegue acelerar mais que muitos carros populares, mesmo carregado.
O freio do caminhão é a ar e a direção é hidráulica, como em outros caminhões, e garantem segurança ao veículo. Uma diferença é que o compressor de ar trabalha de forma muito silenciosa, e não se houve nada de dentro da cabine.
Apesar do freio a ar ser muito eficiente nos caminhões, o FNM Elétrico conta ainda com o freio regenerativo, que recarrega as baterias e segura o caminhão apenas com o motor elétrico. Com o caminhão sem carga, como no teste que o Blog do Caminhoneiro efetuou, é possível parar o caminhão sem tocar no freio de serviço.
O caminhão ainda recebe uma tela multimídia no console central, que pode ser usada para acessar a internet, GPS e outros, e, no caso da Ambev, receberá outra tela que será conectada à operação da empresa, e será instalada na parte superior do para-brisa.
A tara do caminhão, com as baterias e carroceria, é de cerca de 7,5 toneladas, garantindo capacidade de 10,5 toneladas de carga.
O carregamento das baterias pode ser feito com 380 volts industrial, com um carregador até 10 vezes mais barato que um modelo dedicado de alta voltagem.
O valor do caminhão não é uma constante. Para vender os veículos, a FNM Elétricos realiza um estudo completo da operação dos clientes, construindo os veículos de acordo com as necessidades de cada um. Isso garante o melhor preço para o veículo e também que o Custo Total de Propriedade (Total Cost of Ownership ou TCO) seja positivo para a operação.
Foi essa conta positiva que garantiu a venda de mil unidades para a Ambev, e de outras 6 mil, que estão em fase de negociação.
A produção dos novos caminhões FNM Elétricos será iniciada em breve na unidade 2 da Agrale, em Caxias do Sul, podendo ser produzidos até 200 caminhões diariamente. As mil unidades para a Ambev serão entregues todas neste ano.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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