Em 2020 praticamente todos os veículos vendidos foram a combustão interna (Diesel, Gasolina e Gás Natural) com uma pequena participação dos elétricos puros, quase todos ônibus, a maioria na China.
Esse cenário base leva em conta as legislações e políticas atuais de economia de combustível, redução de emissões e redução de gases do efeito estufa. Os países que estão na frente nesse processo são a China (que definiu que vai atingir a neutralização total de carbono até 2060, além de ter como meta nacional atingir a liderança global em tecnologias de energia sustentável) o bloco europeu e vários estados americanos que seguem as práticas da Califórnia. A China é hoje o país que mais investe em geração de energia renovável.
Temos outros cenários mais agressivos conforme essa legislação e as políticas de redução de gases de efeito estufa venham a ser mais abrangentes.
Há inúmeros fatores que influenciam a mudança tecnológica da motorização, tais como: TCO (custo total de operação), Legislação de Emissões e de Redução de Gases de Efeito Estufa, Demanda por frete, infraestrutura de Carga, Uso de energias renováveis, políticas e incentivos, Zonas de Emissão Zero e Competitividade, entre outros.
A análise desses fatores leva a um direcionamento em que os caminhões de entrega a curta distância (VUCs) e os ônibus urbanos passem a ser os mais adequados a uma implantação rápida. Veículos de longa distância ainda vão usar as tecnologias convencionais por um tempo mais longo até que a solução por células a hidrogênio passe a ser economicamente viável. A totalidade dos países acima citados já possuem planos estratégicos de eletrificação. Mesmo alguns países da América do Sul estão implantando políticas a respeito, como a Colômbia, o Chile e recentemente a Argentina.
No Brasil ainda não temos uma estratégia nessa área e esse assunto nem parece ter prioridade atualmente. O que vemos são algumas inciativas pontuais como por exemplo uma grande empresa de distribuição que em janeiro de 2021 anunciou a aquisição de 10 caminhões elétricos tipo VUC, além de outras empresas que anunciaram planos semelhantes. No caso de longas distâncias, temos no Brasil ainda a possibilidade de aumento do uso de Gás Natural e Biocombustíveis.
No caso de ônibus urbanos vemos também iniciativas ocorrendo em algumas capitais e cidades de médio porte com planos de eletrificar suas frotas nos próximos anos.
A falta de uma política nacional nesse setor dificulta as decisões de investimento, porém vamos acompanhar a evolução dessas iniciativas pontuais que poderá direcionar futuros desenvolvimentos. Por outro lado, o desenvolvimento das iniciativas localizadas poderá direcionar uma futura política.
Artigo de Jomar Napoleão, da Carcon Automotive
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