Considerando todos os tipos de veículos, de motocicletas a implementos rodoviários, as vendas caíram 24,52%, passando de 363.142 unidades em dezembro para 274.093 em janeiro.
“Já vínhamos acompanhando as dificuldades que as montadoras, de forma geral, estão enfrentando com relação ao fornecimento de peças e componentes. Este gargalo se intensificou em janeiro, diminuindo, ainda mais, a oferta de produtos. Outros fatores relevantes impactaram nos resultados, como a segunda onda da pandemia da COVID-19. Regionalmente, tivemos fatos negativos, como os criados pelo Governo do Estado de São Paulo, que, em plena pandemia, aumentou o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços para veículos novos e usados, tornando os negócios das concessionárias quase que impraticáveis e colocando em risco mais de 70 mil empregos no estado. Para se ter ideia, em São Paulo, a alíquota do ICMS, sobre veículos novos, passou de 12% para 13,3%, e, para os veículos usados, o aumento foi de 207%, saltando de uma alíquota de 1,8% para 5,52%. Além disso, com a fase vermelha no estado, as Concessionárias ficaram impedidas de funcionar, para vendas, no último final de semana do mês. Se considerarmos que São Paulo responde por mais de 23% das vendas de veículos novos e por cerca de 40% das transações de usados, no País, podemos ter a dimensão dos estragos que as medidas adotadas pelo Governador João Dória estão fazendo, tanto para empresários como para a população em geral, que vai pagar mais pelos carros e ainda correr risco de perder o emprego, como é o caso de quem está empregado em uma das 1.700 Concessionárias”, alerta o Presidente da FENABRAVE, Alarico Assumpção Júnior.
Apesar da queda no comparativo com dezembro, a venda de caminhões começou 2021 melhor do que havia começado 2020. Em janeiro do ano passado foram emplacados 7.181 unidades. Esse número reflete crescimento, de 1,13%, em janeiro de 2021.
Mais uma vez, a Mercedes-Benz se destaca nas vendas de caminhões novos. A montadora registrou 2.808 unidades emplacadas em janeiro, abocanhando 38,67% do mercado.
Volkswagen é a segunda colocada, com 1.936 unidades vendidas e 26,66% de participação. A lista segue com Volvo, 1.016 unidades e 13,99% de participação, Scania com 610 unidades e 8,4%, Iveco, 558 e 7,68%, e DAF, com 311 unidades e 4,28%.
Volvo FH 540 segue como modelo mais vendido, com 400 unidades emplacadas em janeiro. Volkswagen Delivery 11.180 é o segundo colocado, com 377 unidades, Mercedes-Benz Actros 2651, com 323 unidades é o terceiro.
“Os caminhões, assim como os demais segmentos, vêm enfrentando a escassez de peças e componentes, que limitam a oferta. Observamos que a demanda se mantém aquecida, tanto pelos resultados das commodities, quanto pela boa oferta de crédito para o segmento. Já se trabalha com a programação de entrega, de alguns modelos de caminhões, para o mês de junho”, comentou Assumpção Júnior.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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